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Conquistas marcam superação de aluna no esporte

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 25/07/2013 12h58, última modificação 26/04/2016 15h50
“Uma maneira de redescobrir a vida e saber que, apesar das limitações físicas, é possível ter uma vida normal e saudável”. Dessa forma, é que Renata de Camargo Prestello, 22, descreve o esporte. Há oito anos, a estudante do 2° semestre do curso de educação física da Unimep participa do Programa Paradesporto da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras de Piracicaba (Selam).

Enfrentar desafios e vencer o medo é algo que Renata conhece bem. Aos 12 anos, ela se submeteu a uma cirurgia de amputação da perna esquerda – por conta de uma infecção na tíbia – e colocou uma prótese. Superardas todas as dificuldades, atualmente, a aluna conta com uma coleção de 50 medalhas, resultado de suas conquistas no atletismo e na natação. “No esporte, não só conheci, mas presenciei as dificuldades e as superações. Existem muitas pessoas com vários tipos de deficiência, algumas piores e outras melhores que a minha, mas vivem super bem, vencendo a cada dia, superando seus próprios limites e, o mais importante, com um enorme sorriso no rosto”, conta ela.

O ingresso de Renata nos esportes começou quando a mãe da estudante, a dona de casa Sueli de Camargo, 47, leu uma reportagem publicada em um jornal da cidade. Naquela ocasião, o periódico noticiava que a Selam oferecia incentivos e bolsas de estudos para pessoas que, com deficiência, estivessem dispostas a praticar esportes. Renata só passou a participar por insistência de sua mãe e de seu pai, o profissional autônomo, Reginaldo Prestello, 55. Até que, em 2007, depois do primeiro campeonato disputado, se viu capaz e se descobriu na área. “Meus pais são as minhas maiores motivações, nunca me deixaram desistir daquilo que queria e me apoiaram em tudo”, afirma.

Planos – Renata cursou dois anos de nutrição da Unimep, mas decidiu mudar de área e se matricular em educação física. Atualmente, seu sonho é concluir a graduação e trabalhar como personal trainer. Nesse momento, ela se prepara para participar dos Jogos Regionais, que ocorrem de 17 a 28 de julho, em São Carlos, e também dos Jogos Abertos, previstos para outubro, ambos pela Selam, nas modalidades natação e atletismo. “Meu maior desafio foi enfrentar meu próprio medo, minha vergonha, e mostrar às pessoas quem eu sou de verdade. Mas, graças a Deus, mudei a minha maneira de pensar”, destaca. Os desafios não param por aí, ela também sonha em se tornar uma atleta paraolímpica. “Se não tornarmos nossos sonhos realidade, essa mesma realidade, um dia, irá levá-los embora”, afirma.

 
Texto: Larissa Molina
Fotos: Fábio Mendes
Edição de texto: Angela Rodrigues
Última atualização: 25/07/2013
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