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Misericórdia e Sacrifício!

por Angela Rodrigues publicado 30/09/2019 05h00, última modificação 15/10/2019 19h58

“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo”. Mateus 12:6.

Jesus, sendo maior em tudo, supera em muito as nossas esperanças e desejos. Oferece perdão a todos nós pecadores, ajudando-nos para que possamos vencer nossas fraquezas e vivermos em Plenitude de vida. Ele Guia-nos através do caminho das águas tranquilas nos ofertando a paz mais profunda e intensa, como diz a canção: “Se paz, a mais doce, me deres gozar”.  

Isto é possível quando entendemos que recebemos a “vida que vence:  A vida que vence não é conquistada por esforço, mas obtida gratuitamente. Não é uma vida transformada, e sim uma vida substituída. Não é supressão, mas expressão”.

Neste momento, passamos a ter a mente de Cristo, que nos leva à compreensão e vivência de uma vida sobrenatural. Algo que os fariseus não conseguiram perceber.

O olhar dos fariseus. Nesta situação, os fariseus representam aqueles que procuram detectar as grandes e pequenas fraquezas dos outros, a fim de experimentar um sentimento de superioridade sobre os outros, que eles percebem serem “fracos”.

Às vezes, eles se sentem ameaçados pela pessoa ou são secretamente ciumentos e esse sentimento de inveja gera ódio, impossibilitando de ver o outro com bons olhos. “Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos”. I Samuel 18: 9. 

Essas pessoas realmente esperam a queda do outro, elas tentam pegá-lo em algum deslize de momento, ou obter informações sobre eventos escandalosos, o que lhes dá sentimento de auto-realização de vitória e segurança.

Essa tendência é comumente vista como enfocar as fraquezas e idiossincrasias dos outros, embora saibamos secretamente que temos ou podemos ter os mesmos pecados e falhas em nós mesmos. Em todos esses casos, recorre-se a uma norma objetiva como justificativa para a própria atitude, como em uma "caça às bruxas". A lei é usada para espancar, porque no final é tudo sobre poder e segurança.

Não lestes? Jesus se refere às Escrituras para recordar dois eventos nos quais, sob certas circunstâncias, a lei estava subordinada ao bem do homem.

Assim, Ele ensina que a lei não é um fim em si mesma. Nunca se pretendeu utilizá-la como uma camisa de força. A lei deveria ser sempre um servo em benefício ao homem.

Jesus relativizou a lei? Nem um pouco. Por exemplo, nunca é permitido, sob nenhuma circunstância, viver de forma que expresse a hipocrisia.

O Senhor não aborda normas absolutas de moralidade aqui, mas leis que são erroneamente tratadas como normas morais absolutas, e o sentimento com o qual essas normas são aplicadas e invocadas. Descascar ocasionalmente, espigas de milho no caminho, dificilmente pode ser descrito como sendo trabalho em um sábado.

Eu quero misericórdia, não sacrifício. Se amamos alguém, seja a esposa ou o marido, um filho, um irmão ou um amigo que diariamente nos assegura do seu amor, mas sistematicamente comete atos que não são tão amorosos. O que faríamos? Deixaríamos de amar? Isso nos incomodaria? Nós perdoaríamos estas faltas?

Podemos realmente acreditar que Deus ainda poderia estar interessado que observássemos certas leis e rituais, mesmo quando abrigamos ódio, egoísmo e desejo sensual em nossos corações?

Em termos concretos, Ele daria mais importância à lei, enquanto vícios crescessem em nossos corações, desagradando-o através do nosso comportamento?

Será que pensamos, ao realizarmos certos “rituais” religiosos, que Deus não levará em conta nossos “pecadinhos”?

Que possamos pedir ao Senhor que abra os nossos olhos espirituais, para sabermos como temos nos comportado e para que nenhum orgulho ou egoísmo, nos afaste de d’Ele.

Silvio de Oliveira 
Pastor e Psicanalista