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Histórico e Contextualização

por Thiago Garcia Tamosauskas publicado 31/10/2017 15h09, última modificação 31/10/2017 15h09

 Histórico do PPGEP-UNIMEP

 

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) é um programa tradicional na área de Engenharia de Produção no Brasil, fruto da evolução do curso de graduação em Engenharia de Produção Mecânica que se iniciou em 1975.
A partir de 1992, o Conselho da Faculdade (na época denominada de Centro de Tecnologia) iniciava as discussões sobre a criação de um curso de Mestrado em Engenharia de Produção vinculada a uma visão de que a atividade de pesquisa é essencial para a criação de novos conhecimentos e que por meio de sua difusão poder-se-ia alcançar benefícios para a sociedade como um todo. 
Esta visão somava-se à questão específica de uma avaliação de dissociação entre o desenvolvimento tecnológico e a realidade da produção industrial brasileira, que poderia ser parcialmente rompida por meio da participação efetiva das universidades neste processo. Destaca-se ainda como motivação para a criação do PPGEP uma visão de que a crise resultante do esgotamento de um padrão de desenvolvimento que o país atravessava na década de 1980 e início dos anos 1990, só poderia ser superada pela incorporação ao setor produtivo de inovações tecnológicas e organizacionais que possibilitassem uma capacitação das empresas de bens e serviços em padrões de competitividade internacional. Nesse sentido, era necessária uma intervenção para a transformação dos setores produtivos para alcançar um crescimento sustentável em nível econômico, social e ambiental, possibilitando assim a melhoria da qualidade de vida e de trabalho para a população brasileira (Texto baseado no projeto original de Mestrado em Engenharia de Produção da UNIMEP, 1992).
Com isso, inicia-se em março de 1994 o curso de Mestrado em Engenharia de Produção e, em março de 2000, o curso de Doutorado em Engenharia de Produção. Assim, em 2016, o PPGEP completou 22 anos de existência.
Durante todo este período, e de forma crescente, o PPGEP tem procurado se adaptar às exigências e desafios do ensino, da pesquisa e da inserção regional, nacional e internacional, dentro dos requisitos de excelência acadêmica na pesquisa e no ensino, respeitando as peculiaridades de sua inserção em uma universidade confessional.
Destaca-se como contribuição para a área de Engenharia de Produção a formação e a capacitação de mestres e doutores para a indústria nacional e para a academia, assim como uma contribuição na ABEPRO - Associação Brasileira de Engenharia de Produção, por meio da organização do ENEGEP - Encontro Nacional de Engenheiros de Produção (1996), presidência e sede de sua secretaria (2002-2004).
No contexto da avaliação trienal da CAPES, o PPGEP conquistou o conceito 4 , o qual foi mantido até a avaliação do triênio 2004-2006.
No triênio 2007-2009, o PPGEP teve atribuído o conceito 3 ,provavelmente em função das dificuldades enfrentadas pela Universidade, que atravessou uma crise política e financeira. Neste período, o quadro de docentes permanentes foi reduzido em quase 70%, restando apenas 4 professores no programa. No final de 2008, início de 2009, houve a contratação de 5  docentes permanentes em regime de dedicação integral, totalizando 9 docentes.
A partir de 2010, por meio de um plano de ação desenvolvido e aprovado pelos Conselhos de Curso e da Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo - FEAU, e homologado pela Pró-reitora da UNIMEP, o PPGEP vem envidando esforços para superar o conceito que lhe foi atribuído na avaliação 2007-09. Dentre estas ações, destacam-se: a reestruturação do corpo de professores permanentes; a normalização do fluxo de alunos; as modificações feitas nos regimentos internos para atender às novas exigências da CAPES na área de Engenharias III; a integração entre o PPGEP e os cursos de graduação de Engenharia da UNIMEP; a contribuição para o aumento da qualidade das publicações e o aumento da inserção internacional dos alunos e professores, por meio de projetos de pesquisa e intercâmbios, dentre outras providências.
Apesar de estas ações terem acelerado a melhoria de todos os indicadores CAPES do PPGEP, conforme pode ser observado em uma comparação entre as avaliações trienais e evidenciado no relatório da visita de acompanhamento em 30/11/2012 pelos consultores da CAPES (Profs. Francisco Paulo Lépore Neto e João Luiz Filgueiras de Azevedo), no triênio 2010-2012 o PPGEP manteve o conceito 3.
Em dezembro de 2013, o PPGEP apresentou à CAPES um recurso de reconsideração referente à avaliação. Este recurso baseou-se no resultado do relatório da visita de acompanhamento da CAPES em 2012, na evolução dos indicadores e nas alterações das regras de avaliação apresentadas após a conclusão do triênio 2010-2012.
Destaca-se que, para o triênio 2010-2012, os indicadores do PPGEP referentes à distribuição de atividades entre os docentes permanentes foram prejudicados em função da reestruturação do quadro docente (novos professores não tiveram tempo hábil para a conclusão de suas orientações de mestrado). O Plano de Ação de 2010 também incentivava publicações qualificadas em periódicos de B2 a A1, utilizando como referência as regras da avaliação trienal vigentes. A avaliação trienal 2010-2012 alterou esta regra e considerou apenas publicações de B1 aA1 como qualificadas.
Outro fato que impactou nos indicadores quantitativos do PPGEP foi a contabilização dos professores colaboradores como docentes totais do Programa (regra inserida na avaliação Trienal 2010-2012). No caso específico do PPGEP, esta alteração de critério de avaliação incluiu um número de docentes colaboradores (10) que atuaram no programa até 2010, ainda em função da redução do número de docentes permanentes em 2008.
Apesar de ter reconsiderado o conceito referente ao quesito Inserção Social de BOM para MUITO BOM, o conceito final do PPGEP na avaliação trienal 2010-2012 não foi alterado em função das regras vigentes da avaliação trienal, que estabeleciam que a nota do Programa deveria ser limitada pelo menor conceito nos quesitos 3 e 4, o que, para o PPGEP, refere-se ao conceito REGULAR atribuído ao quesito 4 (Produção Intelectual) (Justificativa retirada do relatório de avaliação da CAPES).
Com base no resultado final do relatório de avaliação do triênio 2010-2012, o PPGEP, por meio do seu Conselho de Curso, reformulou o plano de ação desenvolvido em 2010, destacando as seguintes novas ações para o quadriênio 2013-2016:
 
Quesito 1 - Proposta do Programa: Ação 1: Implantar nova grade de disciplinas de forma a eliminar da grade atual as disciplinas antigas que não são mais oferecidas, assim como criar novas disciplinas para o curso, integradas às linhas de pesquisa; Ação 2: Implantar as disciplinas de Introdução à Engenharia de Produção e Metodologia de Pesquisa como disciplinas obrigatórias, sendo que a disciplina de Introdução à Engenharia de Produção é obrigatória para todos os alunos não graduados em Engenharia de Produção. Ação 3: Rever e atualizar os projetos de pesquisa vinculados às linhas de pesquisa.
 
Quesito 2 - Corpo Docente: Ação 1: Contratação de 1  docente permanente no quadriênio 2013-2016; Ação 2: Manter e aumentar o número de Professores com Bolsa Produtividade do CNPq; Ação 3: Não ter professores colaboradores no quadriênio 2013-2016 (Melhoria do indicador ADE -  Item 2.1 - Perfil do Corpo Docente); Ação 4: Obter indicador D3A (Item 2.3 - Distribuição do Corpo Docente) = 100%, ou seja, todos os docentes permanentes devem ter 1 disciplina na pós graduação/ano, 1 (uma) publicação em periódico qualificado (B1-A1) e pelo menos 2 orientações concluídas;
 
Quesito 3 - Corpo Discente, Teses e Dissertações: Ação 1: Obter indicador PSA (Item 3.2 - Distribuição entre Docentes) = 0%, ou seja, todos os docentes permanentes devem ter pelo menos 1 (uma) defesa no quadriênio; Ação 2: Obter indicador PRDD (Item 3.3 - Qualidade de teses e produções discentes) = 0,6/ano. No Triênio 2010-2012, o PPGEP obteve PRDD = 0,23;
 
Quesito 4 - Produção Intelectual: Ação 1: Obter indicador PQD (Item 4.1 - Publicação por Docente) = 1,0/ano. No Triênio 2010-2012 o PPGEP obteve PQD = 0,32;
 
Em 2016, mediante edital público UNIMEP 8/15, o PPGEP contratou 2 novos professores permanentes e em tempo integral: Prof. Mauro Luiz Martens (Recém Doutor, 2015, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da POLI-USP) e Profa. Claudia Hespanholo Nascimento (Recém Doutora, 2015, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da EESC-USP). Por motivos de mudança de país, a Profa. Claudia se desligou do PPGEP ainda no período de experiência, sem ter ministrado aulas e orientações. Para repor o quadro de docentes, por meio de um edital público UNIMEP 01/16, o PPGEP contratou em agosto de 2016, a Profa. Eliciane Maria da Silva (Doutora, 2008, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da EESC-USP e com pós-doutorado (2013) na Universidade de Bath (UK). Neste período de experiência e adaptação na UNIMEP, a Profa. Eliciane não ministrou aulas no PPGEP e não orientou alunos, permanecendo com atividades na graduação em engenharia de produção e no desenvolvimento de projetos de pesquisa para 2017 . Com isso, em 2016, o PPGEP apresentou um quadro estável de docentes, sendo composto por 9 docentes permanentes (100% Tempo Integral). No quadriênio 2013-2016, pode-se verificar que o PPGEP apresentou um quadro estável de docentes com ampla experiência na área de Engenharia de Produção, sendo que o mesmo apresenta a característica de possuir professores experientes (6) e jovens doutores (4 doutores com menos de 10 anos de formação). Destaca-se também que os Profs. Klaus Schützer e Carlos Roberto Camello Lima são professores do PPGEP desde a sua criação, em 1994. Em 2014 o Prof. Camello obteve o seu título de livre docência pela EESC-USP em Engenharia Mecânica no departamento de Materiais. Em 2017, o PPGEP inicia um novo período de avaliação com este quadro estabelecido de 10 docentes permanentes (100% Tempo Integral).
Considerando a evolução do quadro de pesquisadores CNPQ, no quadriênio 2013-2016 os Professores. Camello e Coutinho tiveram respectivamente suas bolsas de produtividade em Pesquisa (PQ) (2015-2018) e Desenvolvimento Tecnológico (DT) (2016-2019) renovadas e os Professores Klaus Schützer e Alexandre Tadeu Simon tiveram a sua bolsa de produtividade em Pesquisa (DT) encerradas respectivamente em 2015 e 2016. Com isso, o PPGEP manteve no quadriênio 2013-2016 um quadro estável de 4 professores Bolsistas de Produtividade do CNPQ, sendo 3 professores Bolsistas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora e 1 professor Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Em 2017, os Profs. André Luís Helleno e Klaus Schützer tiveram seu pedido de Bolsa de Produtividade do CNPQ (DT) aprovados para o período de 2017 à 2020.
Com relação à inserção internacional, os professores do PPGEP vêm intensificando suas atividades por meio de projetos de pesquisas com parceiros internacionais e com a busca de oportunidades de mestrado e doutorado sanduiche para os alunos do programa. Em 2016 pode-se destacar a renovação dos dois Projetos de cooperação internacional entre Brasil e Alemanha (BRAGECRIM- CAPES/DFG) - BRAGECRIM #027/14 – SCoPE e BRAGECRIM #028/14 – Micro-O. Ambos os projetos estão vinculados ao Laboratório de Sistemas Computacionais para Projeto e Manufatura (SCPM), coordenado pelo Prof. Klaus Schützer. O projeto SCoPE está focado nos desafios e oportunidades que o Programa Alemão Industrie 4.0 tem despertado em diferentes países e atraído a atenção da indústria. No caso específico do Brasil, este projeto já abriu duas novas frentes de pesquisa em parceria com a indústria, uma delas o projeto sobre Fábrica Digital que vem sendo desenvolvido com a Volkswagen do Brasil e outra com o projeto de digitalização de uma linha de montagem na Bosch, iniciado em Janeiro de 2017, visando a efetiva implantação de um Sistema Físico-Cibernético de Produção (CPPS – Cyber-Physical Production System), colocando o SCPM como uma das referências no Brasil par ao tema Industrie 4.0.
Tanto o projeto SCoPE como o Micro-O trouxeram novos parceiros nacionais para a UNIMEP. Para o projeto SCoPE, o Prof. Dr. Eduardo de Senzi Zancul da Engenharia de Produção da Poli-USP foi convidado a participar da equipe de pesquisadores e isto tem aberto outras possibilidades de trabalho do SCPM com a equipe do Laboratório de Gestão da Inovação, coordenado pelo Prof. Zancul. No caso do projeto Micro-O, o Prof. Dr. Erik Gustavo Del Conte da UFABC foi convidado a integrar a equipe de pesquisadores do projeto. O Prof. Del Conte foi aluno da UNIMEP desde a sua graduação até o seu doutorado no PPGEP (2013), tendo desenvolvido todos os trabalhos de pesquisa no SCPM e hoje como professor da UFABC amplia o escopo de parcerias nacionais.
Além disso, a Profa. Maria Célia de Oliveira participou de um Workshop promovido pelas agências de fomento brasileira (FAPESP) e alemã (BAYLAT) na Universidade Técnica de Munique (TUM) que deu início a um projeto internacional sobre mobilidade. A mesma professora iniciou uma parceria na área de tomada de decisão com a Profa. Sarah Ben Amor da Universidade de Ottawa (Canadá). O primeiro resultado desta parceria foi o doutorado sanduiche (Bolsa Capes PDSE) de sua aluna Renata Pelissari Infante com duração de 12 meses (03/2017 – 02/2018).
Com relação ao Desenvolvimento de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, os professores do PPGEP vêm intensificando suas atividades de parceria com empresas da região de Campinas, Sorocaba e Piracicaba (raio de 120 Km). Em 2016 destaca-se o contrato de parceria entre UNIMEP e Indústrias ROMI S.A. (coordenado pelo Prof. André Luis Helleno) para o desenvolvimento de pesquisas específicas na área de máquina-ferramenta no período de 2016 a 2026. Este contrato de parceria prevê a disponibilidade à Universidade, por meio de comodato, de um centro de usinagem 5 eixos ROMI DCM 620-5X (Valor de R$ 1.000.000,00). Atualmente, a Indústrias ROMI S.A. possui este tipo de parceria com a EESC-USP (Prof. Reginaldo Coelho) e CCM-ITA (Prof. Jefferson de Oliveira Gomes). O primeiro resultado desta parceria foi a submissão de um projeto de pesquisa junto ao FUNTEC-BNDES sobre o tema: “Projeto e Desenvolvimento de um Sistema de Automação da Manufatura em Máquinas-Ferramenta para a Indústria 4.0 aplicando conceitos Cyber Physical Systems (CPS)”. O projeto conta com um investimento na ordem de R$ 2.845.829,17 com aporte financeiro da Indústria ROMI de R$ 284.619,90. O projeto foi submetido em dezembro de 2016 e está na fase de avaliação.
Com relação à submissão de projetos de pesquisa a agência de fomento, os professores do PPGEP vêm intensificando suas submissões e, consequentemente o número de aprovações. Destacam-se os seguintes projetos de pesquisa com apoio de agências de fomento no quadriênio 2013-2015: 4 Projetos BRAGECRIM (CAPES/CNPq/DFG - Prof. Klaus Schützer – 2 concluídos e 2 em andamento) e 2 Projetos Universal (CNPq – Profs. Maria Célia de Oliveira e Mauro Martens – em andamento), 3 Projetos apoiados pelo Fundo de Apoio a Pesquisa da UNIMEP (FAP-UNIMEP -  Profs. André Luís Helleno, Alexandre Tadeu Simon e Maria Célia de Oliveira- em andamento). Destaca-se também a submissão do projeto de Expansão e Consolidação das áreas de Engenharia de Processo e Produção Limpa alocadas na UNIMEP na chamada PROINFRA 02/2014 de FINEP (Processo em avaliação com o resultado prorrogado para 2017). Este projeto conta com um investimento de R$ 3.003.600,00.
Com relação a inserção do PPGEP na comunidade acadêmica da Engenharia de Produção destaca-se, no quadriênio 2013-2016, a participação da coordenação e de professores em todos os eventos da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO) (ENCEP 2013 -2016; ENEGEP 2013-2016), assim como, dos eventos da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (ANPEPRO). Esta participação ocorre de forma ativa por meio da participação em comissões e grupos de trabalhos. Em 2015, a coordenação do PPGEP participou como palestrante (apresentando o seu plano de Ação para o quadriênio 2013-2016) da mesa de Experiências de Coordenadores de PPG’s em Engenharia de Produção da ANPEPRO. A mesa de discussão foi composta pelos PPGEP: USP/São Carlos, UFSC, UNIMEP ePUC-Rio.
Por fim, em 2016, o PPGEP concluiu a sua primeira orientação de Pós-Doutorado por meio do Programa CAPES – PNPD e já selecionou o próximo candidato de Pós-Doutorado. Ambos os casos são alunos egressos do programa de doutorado do PPGEP-UNIMEP, o que evidência a evolução acadêmica dos egressos. Desta forma, considerando as Bolsas da CAPES e CNPq, o PPGEP apresenta a seguinte distribuição de bolsas: curso de Mestrado apresenta um total de 25 Bolsas de Estudo CAPES-PROSUP, distribuídas em 8 Bolsas e 17 Taxas Escolares; curso de Doutorado com 19 Bolsas de Estudo CAPES-PROSUP, distribuídas em 8 Bolsas e 11 Taxas Escolares; 1 Bolsa de Estudo CNPq de Pós-Doutorado.