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por Danilo Sartorelli Barbato publicado 29/03/2016 18h46, última modificação 15/04/2016 14h12
Cinema e Audiovisual

Visita à Broadcast & Cable

Alunos e professores dos Cursos de RTVI e Cinema e Audiovisual e equipe da TV Unimep visitaram a SET - Broadcast & Cable, principal Feira de Engenharia de Televisão e Radiodifusão da América Latina. O evento é direcionado a profissionais, empresários e executivos do mercado de produção e distribuição de conteúdo multimídia. — No centro de exposições imigrantes.

A grande virada da TV

Aprovada há mais de um ano, e regulamentada em junho, finalmente, passou a valer, a partir do último setembro, a Lei 12.485/11, mais conhecida como Lei da TV paga. Visando um público de mais de 14 milhões de assinantes, o setor audiovisual está em ebulição.

Mudanças previstas agora começam a tomar forma e a previsão é de enorme crescimento. Uma das medidas responsáveis por isso é a instauração dos chamados “canais brasileiros de espaço qualificado”, canais que exibem programas ficcionais e documentários brasileiros na maior parte do horário nobre.

Recentemente, a Ancine publicou a lista dos canais de espaço qualificado, atendendo a algumas particularidades da legislação. A lei determina que, em todos os pacotes de assinatura ofertados, a cada três canais de espaço qualificado, um deve ser brasileiro, tendo como limite máximo 12 canais brasileiros de espaço qualificado. Desses canais, ao menos dois deverão veicular, no mínimo, 12 horas diárias de conteúdo audiovisual brasileiro, produzido por produtora brasileira independente, três das quais em horário nobre.

Quatro canais foram habilitados nesta categoria: CineBrasil TV, Prime Box Brazil, Curta! O Canal Independente e Canal Brasil, sendo que apenas o último não pertence a uma programadora brasileira independente – no caso, a Globosat. “Esses canais são os que farão a diferença para a produção independente. Os outros mais facilmente ficarão numa terceirização de sua produção própria”, afirma a diretora geral do CineBrasil TV, Tereza Trautman.

Fonte: Revista de Cinema

Fabricantes abandonam o filme de película

É o fim de uma era, que começou em 1888: o cinema, como imaginado pelos irmãos Lumière, está morto.

Por Henrique Cesar Ulbrich

Os três maiores fabricantes das caríssimas câmeras de cinema não mais fabricarão modelos de película. O cinema, a partir deste 2011, será exclusivamente digital – pelo menos, no que depender de equipamento novo.

De acordo com um artigo no site da revista Creative Cow, a alemã ARRI, a francesa Aaton e a norte-americana Panavision encerraram, sem muito alarde, a fabricação de câmeras de cinema que usam os tradicionais filmes “de película”. O artigo, aliás, foi apropriadamente intitulado Film Fading to Black, fazendo referência ao efeito de escurecer a cena até a tela ficar completamente negra, normalmente usado para encerrar a história.

Bill Russel, vice-presidente de câmeras da ARRI, conta que o problema não é a diminuição gradual do uso dessas câmeras. Em entrevista à Creative Cow, deixou claro que a coisa foi cataclísmica: “a demanda por câmeras de película, em todo o mundo, simplesmente desapareceu”. Segundo Russel, esse foi o motivo pelo qual a empresa, desde 2009, só monta câmeras de película sob encomenda.

Jean-Pierre Beauviala, fundador da Aaton, faz côro: “Absolutamente ninguém compra mais essas câmeras. Por que comprar uma nova, se há tantas usadas muito mais barato pelo mundo? Não sobreviveríamos nessa atividade se não projetássemos nossa própria câmera digital”.

Obviamente, isso não implica que filmes em película vão parar de ser rodados imediatamente. Por muitos anos ainda as câmeras existentes e os rolos de filme virgem (ainda fabricados) se transformação em arte. Todavia, o fato marca o declínio indelével dessa mídia. Podemos esperar que, em breve, Kodak e Technicolor parem também de produzir as próprias películas, que se tornarão cada vez mais difíceis de encontrar, manipular revelar e editar.

Como o próprio Creative Cow definiu a situação: Alguém, em algum lugar do mundo, tem em mãos hoje a última câmera de cinema ‘das antigas’ a sair de uma linha de produção". Ou, como resumiu o site Saloon.com: as câmeras de filmes serão para o cinema o mesmo que as máquinas de escrever são hoje para a literatura.

Mesmo o cinema digital pode, em breve, morrer, segundo o artigo da Creative Cow. A internet conseguiu fazer o que a TV não havia conseguido: tornar o cinema menos relevante. Quem nunca desistiu de ir à sala de projeção porque já havia visto o filme na telinha do computador – possivelmente pirateado – que atire a primeira pedra.

É triste. Mas o mundo gira. É preciso.

Fonte: Yahoo Notícias