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Colégio Americano responde dúvidas sobre a Febre Amarela

por Colégio Metodista Americano — publicado 08/05/2009 18h58, última modificação 17/06/2020 18h20
Para tranquiliar pais e alunos(as), a instituição reuniu informações sobre a doença, sintomas e vacinação

Devido às recentes notícias de casos de febre amarela no Rio Grande do Sul, o Colégio Metodista Americano toma posição como medida de tranquilizar pais, parentes e alunos(as) da Instituição.

Em nosso Estado, a febre amarela tem característica silvestre, e o agente transmissor é o mosquito que habita nas matas ciliares e que está contaminado pelo flavivírus. A contaminação dá-se quando o(a) indivíduo(a) entra em regiões onde existam os mosquitos que picaram uma pessoa infectada e em seguida picam outra que ainda não teve a doença, ou não estava vacinada. No caso do RS, os bugios também podem ser infectados pelos mosquitos e passam a ser portadores do vírus, de forma a disseminarem a febre amarela sempre que um mosquito picar um macaco doente e logo depois um primata até então sadio. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, Porto Alegre entrou na zona de risco como uma medida extrema de precaução. Em 200 quilômetros ao redor da cidade não há registro de casos.

Os principais sintomas de contaminação são: febre alta, dor de cabeça, vômito e insuficiência dos rins e do fígado. A vacina pode ser tomada a partir dos 9 meses de vida e tem duração de 10 anos, mas existe uma ressalva. O(A) indivíduo(a) que já foi imunizado(a) não deve ser revacinado(a) antes do prazo se encerrar, por efeitos prejudiciais a saúde. A vacina só tem efeito após dez dias da aplicação. Dessa forma, as pessoas que irão se deslocar para regiões propícias devem se prevenir. Desde que se iniciou a campanha, nenhum caso da doença foi registrado no Estado.

Na região central de Porto Alegre, a população deve se dirigir ao Centro de Saúde Modelo (Rua Jerônimo de Ornelas, 55), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Na região Norte, há o posto de saúde Assis Brasil (Avenida Assis Brasil, 6.615), de segunda a sexta, das 8h às 17h. Os(as) interessados(as) da região Leste podem se dirigir ao posto Jardim Protásio Alves I e II (Rua das Violetas, 2, esquina com a Rua Primavera). Na região Sul, quem desejar pode procurar o posto Cruzeiro do Sul (Rua Dona Otília – Travessa A, 195).

A vacina da febre amarela é contra-indicada:

- às pessoas com imunodepressão transitória ou permanente, induzida por doenças, como neoplasias (cânceres), infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade, ou pelo tratamento, com drogas imunossupressoras acima de 2mg/Kg/dia por mais de duas semanas e radioterapia;

- às mulheres que estejam no período de gestação e em amamentação (a contramedida influencia nos anticorpos passados pela mãe ao bebê, pelo leito materno);

- às pessoas com reações anafiláticas relacionadas ao ovo de galinha e seus derivados e com reações anafiláticas, após dose anterior, relacionada a outras substâncias presentes na vacina, como os antibióticos canamicina, eritromicina e a gelatina semelhante a comum, mas especial para vacina chamada de gelatina bovina hidrolisada, também não podem tomar a contramedida;

- aos indivíduos com doenças autoimunes, doenças neurológicas ou outros problemas de saúde crônicos (esses, deverão ter a contra-indicação para vacinação contra febre amarela avaliada caso a caso, preferencialmente, pelo médico que o acompanha).

Jornalista responsável: Gerson Brisolara
Colaboração: Gustavo Nunes
Foto: Ricardo Stricher/PMPA