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Espetáculo “122 anos de conhecimento para questionar o mundo” reúne mais de mil pessoas no Americano

por Colégio Metodista Americano — publicado 22/10/2007 14h16, última modificação 17/06/2020 18h22
Danças, canções e performances artísticas integraram a programação do último sábado (20/10) em comemoração ao aniversário da escola particular mais antiga da Capital

Fotos: Alexandre Paz e Caroline Alves

Emoção, união e paz. Esses foram os sentimentos transmitidos pela apresentação “122 anos de conhecimento para questionar o mundo” na manhã do último sábado (20/10) no Colégio Metodista Americano. O evento encerrou a semana de comemorações pelo aniversário da escola e reuniu mais de mil pessoas.

A performance, ensaiada pelas professoras Soraia Gonçalves, Cristina Villar e Patricia Ribeiro, teve como tema a peça apresentada no Congresso Infantil sobre “As oito metas do milênio”. Quadros do evento “Etnias”, uma canção em inglês, apresentada pelas crianças da educação infantil, e malabaristas também integraram a programação.

A diretora geral da Rede Metodista de Educação do Sul, professora Adriana Menelli de Oliveira, elogiou a apresentação dos(as) alunos(as) da educação infantil até a 5ª série. “Este momento é o auge das comemorações aos 122 anos do Americano pela participação e o envolvimento das famílias”, destacou.

Para Aristóteles Vardaramatos, pai dos alunos Nicolas e Milena, a preocupação da escola em reunir alunos, familiares e corpo docente é fundamental. “É muito legal toda essa temática e o esforço do Americano em manter um envolvimento com a família”, garante.

O Americano é a escola de ensino particular mais antiga em funcionamento na Capital, e completou 122 anos em 19 de outubro. “O Americano tem o propósito de educar crianças e adolescentes aptos a liderar, e já formamos mais de 100 mil pessoas. A instituição tem o perfil de transformação da sociedade e formação de pessoas com conhecimento e consciência critica”, ressalta a diretora geral.

Semana de aniversário
As comemorações pelos 122 anos do Americano iniciaram na terça-feira (16/10) e contaram com um festival de cinema, uma feira de ciências com 100 trabalhos expostos e um concurso fotográfico, entre outras atrações.

Na noite de sexta-feira (19/10), dia de assoprar as velinhas, um jantar de confraternização reuniu mais de 100 pessoas entre professores(as), alunos(as), colaboradores(as) e familiares de estudantes, no Grêmio Náutico União (GNU). A diretora geral da rede metodista recebeu uma homenagem pelos seus 25 anos de serviços prestados à educação. Adriana Menelli de Oliveira foi agraciada com uma placa comemorativa pela sua atuação e contribuição como educadora. “Se eu cheguei até aqui após ter percorrido esta trajetória profissional é porque sempre estive bem acompanhada, porque ninguém faz nada sozinho”, enfatizou.

A sexta-feira (19/10) também foi marcada pelo encontro de cerca de 60 pessoas durante o chá das ex-alunas no refeitório do colégio. Em clima de saudosismo, com desfile de uniformes históricos do colégio, os(as) presentes recordaram momentos da vida escolar. Ex-aluna mais antiga do Americano, de 1922 a 1940, Lygia Machado Franco assoprou as velhinhas de aniversário postas em um dos muitos bolos oferecidos na festa. “Eu acho muito bom estes encontros, pois nos traz lembranças do passado, onde convivíamos juntas, e é uma felicidade ainda permanecermos unidas”, contou a nova presidente da associação de ex-alunas.

Na quarta-feira (17/10), o documentário “Dilúvio”, produzido por alunos(as) do 2º ano do ensino médio, foi o grande vencedor da 9ª Mostra de Curtas Oscarito. A película trata sobre o arroio que acompanha Avenida Ipiranga em toda sua extensão, e recebeu o prêmio de melhor filme indicado pelo júri popular. A obra foi produzida pelos(as) estudantes Juliana Niehues, Daniel Girardi, Daniel Lamaison, Mateus Pacheco e Juliana Gonzáles, que levou o troféu de melhor direção. Além da premiação, cada aluno(a) participante recebe 1 ponto na média do terceiro trimestre nas disciplinas de Ciências Humanas. Os prêmios foram entregues pelo cineasta Gustavo Spolidoro.

A Feira de Ciências também foi destaque na quarta-feira, quando os(as) estudantes do ensino fundamental e médio organizaram 105 estandes com os mais diversos temas. A Casa Inteligente, produzida pelos(as) alunos(as) da Iniciação Científica, apresentou alternativas de energias renováveis para combater o aquecimento global. Outros trabalhos destacados foram o “Túnel do tempo”, organizado pela 6ª série, e o Planetário, montado pela 5ª série. O grupo do projeto de Robótica chamou atenção com seus brinquedos de controle remoto.

A inauguração oficial do museu Bispo Isac Aço também fez parte das comemorações. Na quinta-feira (18/10), mais de 100 pessoas compareceram ao vento que contou com a presença da viúva do homenageado, a senhora Graciela Aço, e da diretora geral da rede. A premiação do concurso de fotografias “Recantos e encantos do Colégio Americano” acompanhou a inauguração do museu. Na categoria ensino básico, Matheus Castanheira, da 7ª série, venceu com a foto “O florescer da manhã”. Na categoria de ensino superior o vencedor foi Dian Paiani, do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Metodista IPA, com o trabalho “Museu Bispo Isac Aço, registrando a história da educação metodista”. Ambos receberam um MP3 Player.

A Carris também esteve presente nas comemorações de aniversário. A empresa estacionou, no pátio da escola, o museu itinerante para contar os 135 anos de história, desde o tempo em que os(as) estudantes vinham de bonde para aula.

A semana de atividades se encerrou no domingo (21/10), com um culto em homenagem à escola realizado na Igreja Metodista Wesley.

Histórico
Um grupo de missionários uruguaios, acompanhados da jovem professora Carmem Chacon, fundaram, em 19 de outubro de 1885, o Colégio Evangélico Misto nº 1 em um prédio alugado na Praça General Marques, hoje rua Doutor Flores. O livro de matriculas registra a presença de quatro alunos.

Em 1900 a Divisão de Mulheres da Igreja Metodista Episcopal do Sul, dos Estados Unidos, assumiu a direção da instituição que passou a se chamar Colégio Americano, já conhecido como Colégio das Americanas. O colégio passou a funcionar em prédio próprio na avenida independência em 1921, em regime de internato e externato. Em 1945, o Americano mudou-se para a sede atual, com projeto arquitetônico de Miss Mary Sue Brown, da Divisão de Mulheres.

O Americano tem entre seus ex-alunos(as) personalidades como a escritora Lia Luft, a jornalista Paula Valdez e as atrizes Silvia Pfeifer e Fernanda Lima. O colégio também possui o primeiro Grêmio Estudantil fundado no Brasil, com 86 anos.

Jornalista responsável: Vanessa Mello
Colaboração: Alexandre Paz