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Ex-aluna do Americano faz história em time de vôlei dos Estados Unidos

por Colégio Metodista Americano — publicado 03/08/2010 23h29, última modificação 17/06/2020 18h27
Segundo Juliana Paz a educação metodista foi o alicerce para carreira de sucesso alcançada fora do país

Do Ginásio João Prado Flores para o mundo. Berço de André Ferreira, o famoso Pampa, e Carol Albuquerque, atletas de vôlei campeões olímpicos, respectivamente em 1992 e 2006, o ensino metodista tem o orgulho de apresentar mais uma filha pródiga que faz sucesso longe das quadras brasileiras. E que sucesso. A ex-aluna Juliana Rigonatti Sesti Paz, 22 anos, é a maior jogadora na história da equipe da University of Michigan. A jovem, que concluiu o ensino médio no Colégio Metodista Americano em 2005, voltou à escola nesta terça-feira (03/08) para rever amigos e matar a saudade da instituição.

Durante a visita Juliana encontrou o coordenador da Educação Física da escola, Ramão Paz e no meio da conversa recordou com alegria das inúmeras premiações que conquistou como atleta do colégio. A jovem foi eleita a melhor jogadora da Copa Paquetá e da Taça ESPN, competição onde também foi campeã. “Era incrível defender o IPA e o Americano. Campeonatos como as Olimpíadas Metodistas trazem identificação com a instituição, fazem nascer os sentimentos de amor à camisa e de união com o grupo. Minha passagem por aqui me fez crescer muito como atleta”, conta.

Ramão diz que estudantes como Juliana são exemplos para os(as) mais novos(as), principalmente nos colégios metodistas onde os(as) atletas são modelos. “Eu sempre falo para os(as) meus(minhas) alunos(as) que não adianta passar pela história, é preciso fazer a história e a Juliana faz parte da nossa instituição e por isso ela deve servir de espelho”, explica.

Mas não é só pelo grande desempenho esportivo que a jovem é lembrada na escola. Ramão recorda que, apesar do grande envolvimento como atleta, Juliana sempre conquistou excelentes notas. Esse perfil foi mantido fora do Brasil.

Nos Estados Unidos não existe liga profissional de vôlei, então o esporte é dividido em categorias escolar e universitária. Quando se mudou, antes de defender o Michigan, a jovem jogou pelo Iowa Western Community College, e logo no primeiro ano conquistou o campeonato nacional da Junior National College Athletic Association (NJCAA). Ao vencer o torneio a garota passou a fazer parte da seleção das melhores atletas da competição e da seleção das jogadoras com as melhores notas em aula.

Juliana conta que o ensino do Americano foi fundamental para a rápida adaptação na terra do tio sam. “O colégio me proporcionou várias ferramentas para enfrentar a vida, me preparou para as mudanças e me deu a base para enfrentar todos os desafios. É por isso que até hoje, quando venho ao Brasil, passo na escola, pois aqui tem pessoas excelentes, grandes educadores e que me dão muito apoio sempre que necessito”, enfatiza.

Uma história de sucesso e sorte
Ao conversar por alguns minutos com Juliana não é difícil escutá-la dizer a palavra “destino”. A jovem utiliza o vocábulo repetidamente, mas com a propriedade de quem tem grandes motivos para acreditar na força do destino.

Com 10 anos a garota foi levada ao Grêmio Náutico União (GNU) onde começou sua carreira e conquistou diversos títulos estaduais. Com 17 anos surgiu a grande oportunidade de carreira, mas por completa obra do destino. A colega do clube, Luciana Apachi estava interessada em se transferir para uma equipe dos Estados Unidos e enviou uma fita com lances de suas principais jogadas. A fita caiu nas mãos de Terry Gamble, treinador do Iowa. O técnico assistiu o tape e se interessou muito pela atleta, mas não pela atleta do primeiro plano e sim pela jovem, com potentes cortadas, chamada Juliana Rigonatti Sesti Paz.

O destino se encarregou de lavar Juliana ao Iowa, mas foi a competência, aliada a inteligência, que trouxeram o sucesso no esporte. Logo em seu primeiro ano a garota, primeira e única atleta estrangeira até hoje a defender a equipe, foi campeã nacional, foi escolhida para a seleção do campeonato, e quebrou o recorde de maior pontuadora da história do time. Hoje a instituição ostenta um mural da garota no vestiário para inspirar as novas jogadoras.

O sucesso a levou direto para o Michigan, uma instituição que não tem muita tradição pelo time de vôlei, mas isso não foi barreira para a jovem. A competição nacional organizada pela National Collegiate Athletic Association (NCAA) reúne cerca de 300 equipes e o Michigan sempre teve colocações modestíssimas. Isso até a entrada da brasileira. As cortadas e os saques precisos de Juliana fizeram seu time chegar pela primeira vez na história entre os oito primeiros colocados do campeonato nacional.

A NCAA escolhe uma atleta por semana como destaque no campeonato e a brasileira foi a primeira, e única até hoje, jogadora da história do Michigan a ser eleita. Em 2009 Juliana foi a maior pontuadora do time na temporada. Com desempenho tão brilhante a NCAA elegeu a brasileira como uma das 10 melhores atletas do campeonato. Clique aqui e confira o vídeo.

Tamanha competência rendeu uma homenagem a jovem. O Ginásio Cliff Keen, da University of Michigan, receberá um painel em homenagem a brasileira.

Futuro
Os contratos com as instituições de ensino rendem a Juliana bolsas de estudos. A garota retorna agora, no próximo dia 06 de agosto, para Michigan onde cursará seu último semestre da faculdade de comunicação.

Sobre o futuro a brasileira faz apenas especulações. Ela não sabe se continua no vôlei ou se ingressa no mercado de sua formação acadêmica. “Se for para continuar em ação nas quadras eu pretendo ir para Porto Rico ou Europa, mas também tenho desejo de atuar como jornalista esportiva. Tudo está em aberto, ainda pensarei sobre o que fazer”, comenta.

Com um currículo tão vitorioso seria até injusto com o mundo do vôlei se Juliana parasse tão nova, mas como ela deixou uma porta aberta fica a torcida para que ela repense e possa dar ainda muitas alegrias ao torcedor brasileiro, afinal, as olimpíadas de Londres 2012 estão logo ali.

Assessoria de Imprensa
Colaboração e foto: Alexandre Paz