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Aluna de biologia desenvolve pesquisa sobre o comportamento de ratos

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 19/06/2014 15h01, última modificação 26/04/2016 18h51

Passar horas interagindo e oferecendo \"brinquedos\', como canos de PVC, bolas de plástico, de ping-pong, chocalhos e rolhas, além de manusear e escovar os pelos de ratos da espécie Wistar, popularmente conhecidos como ratos brancos de laboratório, não parece ser uma atividade difícil para a aluna do curso de ciências biológicas da Unimep, Ellen Andrade, 22.

Ela desenvolve seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) \"Avaliação Comportamental em Ratos Wistar Submetidos a Enriquecimento Ambiental\", com a orientação do docente Carlos Alberto da Silva, e busca compreender os efeitos comportamentais e emocionais dos roedores quando estes estímulos são oferecidos.

Esta interação com os animais é realizada em caixas de biotério em que vários estímulos são oferecidos, ou seja, eles são criados em ambientes enriquecidos. De acordo com Ellen, isto permite que os animais manifestem um comportamento mais próximo ao natural e que os resultados das pesquisas sejam mais confiáveis.

“São dóceis e consequentemente mais fáceis de manejar do que animais confinados em ambiente padrão. O enriquecimento ambiental promove uma maturação mais efetiva das áreas cerebrais do que em condições de isolamento”, conta.

Com esta pesquisa, Ellen pretende obter uma avaliação do impacto do ambiente enriquecido, com objetos que estimulam e entretêm, no comportamento dos ratos Wistar. “Este estudo poderá apresentar estratégias funcionais e de baixo custo que possam refletir na melhoria das condições de criação em ciências de animais de laboratório/biotério. Assim, como, poderá proporcionar aos pesquisadores que utilizam animais em seus experimentos, resultados mais autênticos, uma vez que os animais passam a se comportar de maneira mais similar à natural”, destaca.

A estudante conta que as técnicas utilizadas em sua pesquisa com estímulos aos animais também poderiam ser utilizadas em zoológicos. “Os animais ali confinados em seus recintos, não recebem muitos estímulos diferentes, e o enriquecimento ambiental proporcionaria a eles exercícios e atividades que os deixariam entretidos”, diz.


Texto: Jéssica Rodrigues
Fotos: Bob Calligaris
Edição/coordenação: Celiana Perina
Última atualização: 19/06/2014

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