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Alunos realizam atividades de iniciação científica e de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação

por Angela Rodrigues publicado 14/09/2017 05h00, última modificação 18/10/2017 18h06
Um grupo de 93 alunos de graduação irá atuar, até julho de 2018, como bolsistas de projetos de iniciação científica e de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação e outros quatro alunos serão voluntários de pesquisa na Unimep.

O uso excessivo do celular pode ser relacionado à disfunção temporomandibular (doença ligada à articulação que liga a mandíbula ao crânio) em universitários? Qual é o valor nutricional de um bolo sem glúten feito com farinha de castanha do Pará? Ou, ainda, quais são as principais diferenças entre o empreendedor social e o intraempreendedor? Essas são algumas das questões objetos de estudo de alguns dos mais de 90 alunos de graduação da Unimep que, atualmente, participam de projetos de pesquisa ligadas a áreas distintas do conhecimento. As pesquisas serão desenvolvidas até julho de 2018.

Em agosto, eles deram início às atividades de pesquisa de iniciação científica. A primeira atividade ocorreu no dia 29, data em que os universitários participaram de reunião com os orientadores dos seus respectivos projetos de iniciação científica e de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação para os quais foram selecionados. 

PROJETOS - Os universitários foram selecionados para participarem como bolsistas em 44 projetos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico); em 44 projetos do Fundo de Apoio à Pesquisa de Iniciação Científica (Fapic), mantido pela Unimep, e em outros 5 projetos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), também do CNPq. Além disso, outros 4 alunos de graduação participam como voluntários de pesquisa na universidade.

No total, são 93 bolsas de pesquisa concedidas aos estudantes de graduação e 10 projetos disponíveis para a atuação voluntária de estudantes. Somados, eles totalizam 103 projetos de pesquisa aprovados. Exatas, humanas e vida são as três grandes áreas do conhecimento em que os estudantes participam das pesquisas de iniciação científica e da iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação na universidade. 

Para o coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação da Unimep, o prof. Cesar Romero Amaral Vieira, é extremamente importante que o aluno se aproxime com o modo de fazer pesquisa no universo acadêmico. “Quanto mais cedo o aluno se interessar, mais resultados ele pode ter em sua área de atuação profissional”, destaca ele.

CELULAR x SAÚDE

Taís da Cruz Silva, 22, aluna do 8º semestre do curso de fisioterapia da Unimep, é a aluna bolsista do projeto de iniciação científica Prevalência de disfunção temporomandibular em estudantes universitários e sua relação com o uso excessivo de celular, até julho de 2018. O estudo é orientado pela profª Delaine Rodrigues Bigaton (foto à direita), coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH) da Unimep.

Ao longo dos próximos doze meses, Taís participará de atividades como orientação teórica, aplicação de questionários, tabelas para a análise de dados e relatórios. A estudante conta que, ao iniciar a graduação, tinha outros planos mas após atuar como voluntária em um projeto de mestrado despertou ainda mais o interesse pela pesquisa. “Considero o ingresso nessa área como a melhor e principal contribuição para a minha trajetória profissional. Sei da importância da iniciação científica para, posteriormente, iniciar um projeto de mestrado. Hoje, seguir a carreira de pesquisa e ser professora universitária são os meus principais planos profissionais”, afirma Taís. 

Além de incrementar a formação, o projeto trará resultados à comunidade, como aponta a orientadora do projeto, Delaine. “Considerando que os alunos são uma das populações que mais utilizam o celular ou smartphone, espera-se poder apontar recomendações para o uso desse dispositivo, principalmente para a população com disfunção temporomandibular”, afirma. 

EMPREENDEDORISMO

Reconhecer problemas sociais ou ambientais e empregar as habilidades para criar a mudança social são dons de pessoas empreendedoras. Já aplicar esses princípios dentro da organização em que se atua, mas não se é proprietário, é a atribuição do intraempreendedor. Identificar as diferenças entre esses doisprofissionais, bem como apronfundar o conhecimento teórico sobre o tema são algumas das atividades acadêmicas que Bruno Orgaes Castilho, aluno do 1º semestre de negócios internacionais, desenvolverá até julho de 2018. Castilho é o aluno bolsista do projeto Empreendedorismo social e estratégias de marketing utilizadas na vertente do intraempreendedorismo social, orientado e coordenado por Nadia Kassouf Pizzinatto (foto à esquerda), docente do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Unimep.

Ao longo da pesquisa, o aluno também terá de identificar intraempreendedores no Brasil e analisar as estratégias adotadas por eles em sua atuação como gestores de marketing. Segundo Nadia, a principal contribuição é investigar a figura do intraempreendedor social. “O objetivo é estudar a temática do empreendedorismo social como a nova tendência empresarial e o intraempreendedorismo social como uma de suas vertentes. A relevância é potencializada pela contribuição da interdisciplinaridade, unindo o empreendedorismo social à gestão de marketing”, afirma.

BOLO SEM GLÚTEN

A universitária do 7º semestre de engenharia de alimentos da Unimep, Geovana Layla Ramos, unirá até o próximo ano, o estudo teórico com as suas habilidades no preparo de alimentos. Com a pesquisa Desenvolvimento de bolo sem glúten enriquecido com farinha de castanha do Pará: Estudo das características sensoriais e nutricionais, no qual ela é bolsista de iniciação científica, ela irá preparar bolos com ingredientes que possam substituir a farinha de trigo por mixes de farinha sem glúten, como amido de milho, farinha de arroz, fécula de batata e fubá; preparar bolos com distintas porcentagens de farinha de castanha do Pará, e comparar o valor nutricional dessas produções.

O projeto é conduzido e orientado por Patrícia Trevizam Moraes, coordenadora do curso de engenharia de alimentos da Unimep. “A principal contribuição dessa pesquisa está na formação acadêmica da aluna que terá a oportunidade de participar de iniciação científica. Além disso, com os resultados dos estudos poderemos destacar a utilização da farinha de castanha do Pará, um produto genuinamente brasileiro e de alto valor nutricional, além de atender uma demanda dos consumidores e do setor de panificação por produtos “gluten free”, afirma Patrícia.

 

Texto: Angela Rodrigues
Edição: Celiana Perina
Fotos: banco de imagens
Última atualização: 12/09/2017

 

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