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Alunos realizam intervenções e modificam espaços do campus Santa Bárbara d´Oeste

por Angela Rodrigues publicado 10/11/2016 07h00, última modificação 20/12/2016 18h22

Quem visita o campus Santa Bárbara d´Oeste da Unimep em espaços de tempo mais longos encontra um campus renovado a cada semestre, com espaços, cores e formatos diferentes. As inovações constantes resultam das intervenções de distintos espaços do campus realizadas pelos alunos do curso de arquitetura e urbanismo, por meio das disciplinas Linguagem e Imagem, ministrada pelo professor Paulo Teixeira, e Técnicas Construtivas, por Eduardo Salmar Taveira.

Os projetos e iniciativas das criações arquitetônicas envolvem alunos dos 4º e dos 5º semestres da graduação. A partir delas, os estudantes podem desenvolver experiências no hall de distribuição da biblioteca, nos ateliês do curso de arquitetura, nos brises (elemento arquitetônico em forma de placas horizontais ou verticais) do bloco 15, além de pontos como bancos, pilares e escadas, dentre outros. Teixeira conta que os espaços são escolhidos pelos próprios alunos e em seguida ocorre o contato com o setor administrativo para a aprovação dos projetos. “Os alunos são orientados a propor projetos que possam ser reversíveis e, assim, a cada ano novos projetos são executados. Após o término os projetos são retirados, mas em alguns casos as intervenções permanecem alterando a imagem do campus”, afirma o professor.

“Estes experimentos são utilizados como suporte para a intervenção de cor. O interessante desta dinâmica é que os alunos realizam as experiências construtivas em um semestre e, posteriormente, em outro semestre, um novo grupo realiza a intervenção de cores”, afirma.

Aprendizado na prática

Na disciplina Linguagem e Imagem, os alunos promovem a leitura ambiental e dimensional do local escolhido. Na 1ª etapa são analisadas relações de materiais, formas, cores e a forma como os usuários do campus utilizam o local. Teixeira acrescenta que, num segundo momento, é desenvolvido o projeto de cores que tem como apoio os recursos digitais, com os quais são feitas várias simulações do ambiente. “A última etapa é a de mão na massa, ou melhor, mão na tinta. Os alunos ficam muito satisfeitos ao ver e perceber como o uso das cores pode contribuir nos processos de transformação dos espaços. Por um tempo o campus fica mais colorido e feliz”, afirma o professor. Já ao longo da disciplina Técnicas Construtivas, os universitários desenvolvem a construção dos experimentos com diferentes materiais, como terra.

Ao longo da realização dos projetos, o cuidado com a segurança dos alunos é redobrado. O docente conta que as intervenções contam com o apoio da equipe da administração e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

Texto: Angela Rodrigues
Edição: Celiana Perina
Fotos: Ivan Moretti
Última atualização: 20/12/2016