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Big Data transforma internautas em fontes de informação

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 28/03/2016 10h31, última modificação 09/05/2016 20h55

Você já pesquisou sobre algo na internet e após alguns minutos, recebeu em seu e-mail informações mais detalhadas sobre o que procurou? Acha que isso é mera coincidência? Nada disso, é apenas o resultado do Big Data, conceito multidisciplinar que representa conjuntos extensos de dados gerados em tempo real pelos usuários na internet.

O professor e coordenador do curso de redes de computadores da Unimep, Samuel Henrique Brito, conta que o objetivo principal do Big Data é obter informação útil a partir de dados armazenados em tempo real (espontâneos). Ou seja, as informações que você buscou são filtradas e utilizadas por empresas que farão contato oferecendo mais ou novos serviços.

“A novidade do Big Data é que o comportamento cotidiano do usuário na internet irá refletir na geração de informações sobre o seu perfil! Essas informações serão armazenadas, mesmo que temporariamente, para “posterior” (quase imediata) consulta! Então, repare que você, sem nenhum relacionamento direto com uma organização, passa a ser fonte de informação, por exemplo, por meio da sua interação nas redes sociais”, destaca.  

IMPACTO

Brito destaca que o Big Data pode ser muito impactante para as empresas que souberem explorar o conceito para agregar valor aos seus modelos de negócios. “Os dados representam vantagem competitiva porque as empresas que procuram respostas podem encontrá-las por meio de soluções que explorem Big Data. As empresas que usarem seus dados para extrair informação estratégica têm potencial de liderança em seus segmentos a partir da transformação digital. Até alguns anos atrás nossos esforços estavam voltados em conseguir dados para, então, pensar em extrair alguma informação útil. Agora, já temos os dados e nossos esforços estão voltados em desenvolver técnicas para fazer a extração de informação útil nessa avalanche de informações”, completa ele.

Estudos recentes da empresa de consultoria Gartner apontam que a previsão de investimento em Big Data somente no setor de tecnologia da informação é da ordem de 232 bilhões de dólares apenas para o ano de 2016. Mas se por um lado a economia global pode ser diretamente impactada de maneira positiva com o Big Data, por meio da utilização dos dados pelas empresas para moldar os modelos de negócios e investimentos, por outro há o impacto negativo, que segundo Brito, vem sendo amplamente discutido há anos: a privacidade na internet.

“Vivemos um momento de transição entre tecnologias em que a sociedade agora é composta de várias gerações diferentes. O resultado disso é que a visão de privacidade dos usuários e consumidores dessas diferentes gerações é bem variada. Por exemplo, uma pessoa pode achar absurdo que seu perfil na internet seja utilizado por empresas que farão contato oferecendo novos serviços porque entende que a iniciativa de venda partir de terceiros é uma estratégia muito agressiva. Por outro lado, para a geração mais nova, a mesma ação pode ser atitude pró-ativa, desde que a abordagem esteja realmente alinhada ao perfil de interesse do consumidor”, detalha o professor.


Texto: Angela Rodrigues
Fotos: Fábio Mendes
Edição e Coordenação: Celiana Perina
Última atualização: 28/03/2016
 

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