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Como estimular a memória com treinos constantes

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 18/12/2015 14h55, última modificação 26/04/2016 18h52

Pare o que está fazendo e se concentre neste texto. Sabe qual foi o tipo de memória que utilizou? E que teria assimilado essa informação de forma diferente se lesse em papel? Pois é necessário que saiba e logo. Gisleine de Freitas, neuropsicóloga, professora do curso de psicologia e doutora em saúde mental é quem vai ajudar nessa tarefa. Segundo ela, existem três tipos de memória: a visual (usada para assimilar esse texto), a auditiva e a sinestésica (por meio de sensações, emoções e tato). Como a memória é finita, é necessário exercitar o cérebro e aprender a utilizar melhor as informações. Principalmente os profissionais acadêmicos e administrativos, que vivem cercados de conhecimento.

Entenda que, ao longo da vida, a memória se transforma. Na infância é mais visual e, a partir dos sete anos, é que ela se torna uma função do pensamento. Há ainda o aprendizado pelo que ouvimos (auditivo) e pelo que sentimos (sinestésico). Todos possuem essas formas de cognição. Mas, com o passar do tempo, o cérebro perde capacidade de reter informação. Isso acontece pelo acúmulo de dados e, na velhice, pela diminuição do córtex cerebral. Um modo de retardar essa perda é estimular o cérebro de maneiras variadas.

De acordo com a professora Gisleine, a leitura é o exercício mais eficaz: "ler textos, mas não do Whatsapp. Dê preferência a obras complexas, que exijam que o cérebro lembre-se de vários detalhes e em um livro físico. Isso porque quando seguramos uma obra, o folhear das páginas e o movimento está estimulando, além da memória visual, a sinestésica. Ter uma rotina e anotar as tarefas em agenda de papel, não em celular, também ajuda”, diz.

Outra dica que ela dá é praticar a meditação: “pode ser um momento religioso ou de ioga, o importante é dedicar alguns minutos para prestar atenção no seu corpo, na sua respiração. O cérebro precisa de momentos para focar. A memória depende da atenção. Quando não se dá a mente esses momentos, surgem problemas. Dormir bem, ter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos regularmente também é fundamental”, ressalta.

Uma ótima fonte de consulta sobre o tema, segundo Gisleine, é o professor brasileiro Ivan Izquierdo, maior especialista em memória do Brasil.

Confira entrevista com o prof. Ivan: http://bit.ly/1NMEIyZ

Texto: Serjey Martins
Fotos: banco de imagens
Coordenação/edição de texto: Celiana Perina
Última atualização: 18/12/2015

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