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Curso de direito da Unimep tem mais de 40 anos de tradição

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 02/01/2010 14h03, última modificação 26/04/2016 18h46

 A palestra do argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz de 1980; as lutas na presidência do centro acadêmico e o retorno à faculdade na posição de professor e, posteriormente, coordenador do curso. Esses fatos, distintos entre si, são algumas das lembranças de três ex-alunos da Faculdade de Direito da Unimep, que em 2011 completará 41 anos.

São eles, respectivamente, João Miguel da Luz Rivero, atual coordenador do Núcleo de Prática Jurídica e docente da Unimep; Jarbas Martins Barbosa de Barros, diretor da Faculdade de Direito e José Renato Martins, coordenador do curso no campus Taquaral. Desde o primeiro vestibular, promovido em fevereiro de 1970, a Faculdade de Direito da universidade graduou 7.062 alunos. 

“Ao longo desse período, a Unimep formou expoentes na advocacia, no ministério público, na magistratura, enfim, em vários escalões. Hoje, 13 dos magistrados da Justiça Estadual são unimepianos, ou seja, alunos formados pela Unimep e outros tantos são promotores da justiça. Além disso, também temos brilhantes advogados aqui na comarca e que foram nossos estudantes”, destaca Barros. 

MEMÓRIA 

Coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas do curso de direito do campus Taquaral da Unimep, João Miguel da Luz Rivero se graduou em direito pela Unimep em 1986. Retornou à universidade como docente em 1992 e dos anos 1997 a 2002, atuou como coordenador do curso. Do ano seguinte, 2003 até 2006, Rivero assumiu a direção da faculdade. Também foi coordenador do curso de direito no campus Santa Bárbara d´Oeste, no período de 1999 a 2000. 

Um dos organizadores do livro Faculdade de Direito: Direito e História, lançado em 2005 nas comemorações dos 35 anos da faculdade, ele relembra momentos históricos do curso: “Um dos eventos que marcou a época como estudante ocorreu em 1986, quando cursava o último ano e pude acompanhar a vinda na semana jurídica daquele ano, do argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz. Até onde saiba, foi a única vez que um ganhador do prêmio veio até a universidade. Foi um evento de grande repercussão”, destaca. 

Já no período como universitário, em que foi presidente do Centro Acadêmico do curso, Jarbas Martins Barbosa de Barros, atual diretor do curso do campus Taquaral esteve à frente de várias causas em favor dos futuros advogados. A que mais marcou foi a luta contra a inflação. “Na época, tínhamos cercos à Reitoria, motivados pelos reajustes, então era uma guerra. Lembro que fui até o Ministério Público, para protestar e conter a escalada inflacionária que era repassada aos estudantes nas mensalidades. Os alunos se envolviam mesmo”, relembra. Concluída a graduação em 1991, ele permaneceu e se estabeleceu profissionalmente no município. 

A ligação de José Renato Martins com a universidade sempre foi pautada na dedicação, afinal, desde a época como universitário, tinha o objetivo de retornar à Unimep como professor. Foi além, já que atualmente responde pela coordenação do curso de direito do campus Taquaral. “Na minha trajetória como estudante, não me envolvi com questões políticas. Preferi me aprofundar nos estudos, porque já tinha em mente prosseguir no mestrado e doutorado. Comecei como uma espécie de monitor, organizando aulas e provas. Saí da Unimep e rapidamente retornei. Concretizei um dos meus sonhos quando iniciei aqui como docente, no ano de 2000”, conta Martins, que se formou na graduação de direito no ano de 1996. 

TEORIA E PRÁTICA 

Karina Costa Baraldi, 22, aluna do 8º semestre noturno de direito no campus Taquaral conta que a trajetória do curso foi determinante para sua escolha.  “Nasci em Piracicaba e pude acompanhar a evolução do curso, inclusive no que concerne à opinião de pessoas que se graduaram, além de ter conhecimento sobre a trajetória sólida e prestigiada que o curso cultiva no decorrer de sua existência”, destaca. A aluna cita que a experiência mais marcante até o momento foi a de assistir a um julgamento de júri. “Poder integrar teoria e conhecimento prático são fundamentais para um entendimento mais amplo, facilitando a compreensão daquilo que é exposto em sala de aula e nos livros”, afirma. 

Já Paulo Fernando de Oliveira Beraldo, 34, que se formou em direito em 2009, e atualmente cursa especialização em direito do trabalho e direito processual do trabalho na universidade, destaca que cada vez mais as empresas e instituições necessitam de profissionais capacitados na área jurídica para acompanhar a evolução do mercado e, nesse sentido, o curso de direito da Unimep sempre foi muito bem conceituado.




Texto: Angela Rodrigues
Edição: Celiana Perina
Fotos: Fábio Mendes
Última atualização: 13/12/201

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