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Doenças potencialmente perigosas em Piracicaba

por Angela Rodrigues publicado 06/05/2016 05h00, última modificação 06/05/2016 17h56

Zika Vírus - Lavando as mãosExistem, atualmente, diversas epidemias no Brasil, como: dengue, chikungunya, zika e a gripe causada pelo vírus H1N1. Segundo a coordenadora do curso de enfermagem, Tereza Horibe, a que mais afeta Piracicaba é a dengue, porém há casos de zika, inclusive em gestantes. Ela também faz alerta sobre outra doença perigosa, a febre maculosa: “embora não se trate de epidemia, a taxa de mortalidade é alta. É uma doença causada pelo carrapato contaminado por bactéria, muito frequente em regiões onde há vegetação, beira de rios e com a presença de capivara ou cavalos, como a Esalq, a Rua do Porto, o Rio Piracicaba, entre outros”.

PREVENÇÃO  

Como medida preventiva contra o vírus H1N1, Teresa indica a ventilação dos ambientes como primordial em qualquer doença respiratória: “ambiente fechado propicia a concentração de microrganismos e, através da inalação destes, ocorrem as condições necessárias para a disseminação dos vírus e bactérias. Além do mais, é aconselhável a higiene das mãos com frequência, o uso de lenços descartáveis, cobrir nariz e boca quando espirrar e tossir (se não tiver como lavar as mãos em seguida, usar o braço como proteção dos espirros e tosse) e manter a alimentação saudável para se ter uma boa imunidade”.Zika Vírus

Para ela, Piracicaba tem o privilégio de ter um sistema público grande e com arrecadação, mas falha na prevenção: “claro que falta muita coisa, porém, em casos de surtos e epidemias, não há como não atender. Ocorre ainda que a prevenção, que é mais barata e simples, não está presente nos atendimentos nas unidades de saúde e deixa muito a desejar. Então, há muita sujeira, lixo descartado de forma inadequada, acúmulo de descartáveis que propiciam ratos, baratas e até escorpiões. Esses são alguns dos problemas a serem enfrentados, antes que a doença aconteça”.

Outra crise que a professora ressalta é a do uso do álcool e drogas: “o combate é extremamente polêmico, pois não há vontade política de se exterminar. Isso sim é uma epidemia. São muitas as vitimas envolvidas e os serviços de saúde, social e outros não dão conta de acompanhar. Ainda há países que lutam pela legalização da maconha, ou seja, perde-se a cada dia a oportunidade de manter o cidadão limpo”, ela diz.
 
 
Texto: Serjey Martins
Fotos: banco de imagens
Edição e Coordenação: Celiana Perina
Última atualização: 06/05/2016