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Especialistas da Unimep dão dicas para espantar o Aedes aegypti

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 24/02/2016 14h54, última modificação 26/04/2016 18h53

O Brasil todo está de olho no mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya, e na Unimep não é diferente. No entanto, além de ações fundamentais como eliminação de criadouros e cuidados com o meio ambiente há outras atitudes simples que evitam as picadas e podem ser adotadas por toda a comunidade e não apenas no ambiente de trabalho, mas em todos os espaços de convivência.

Por exemplo: você sabia que roupas claras não atraem o Aedes? Que o cheiro de suor e chulé atraem especificamente as fêmeas? Para esclarecer essas e outras dúvidas, a equipe do Acontece Unimep entrevistou as profª Tereza Horibe, coordenadora do curso de enfermagem, e Silvia Gobbo, docente de ciências biológicas, ambas da Faculdade de Ciências da Saúde (Facis). 

A professora Sílvia Gobbo (foto ao lado) destaca que o Aedes aegypti é vetor de mais de 100 doenças no mundo. “Já existem outras dentre elas várias encefalites e um tipo de febre cerebral, como a Febre do Nilo. Tivemos no Brasil um caso de febre do Nilo no ano passado, então suspeita-se que essa será a próxima doença transmitida pelo Aedes aegypti”, afirma ela. A docente acrescenta que no caso da febre amarela há ainda outro mosquito transmissor da doença em áreas rurais, o Haemagogus.

A coordenadora do curso de enfermagem da Unimep, Tereza Horibe, (foto ao lado) conta que ainda não se sabe com certeza como o vírus, originário da África, chegou ao Brasil. “Pesquisadores acreditam que ele tenha chegado ao País trazido por turistas durante a Copa do Mundo. A última noticia é que pesquisadores brasileiros completaram o sequenciamento do material genético do vírus zika isolado nos Estados de São Paulo e da Paraíba. Os resultados sugerem que a variedade do zika em circulação em diferentes regiões brasileiras é mesmo originária da Polinésia Francesa, onde houve um surto em 2013 e 2014. Também indicam que o vírus possivelmente foi introduzido no Brasil em um único evento, conforme estudos divulgados pelo  Instituto Adolfo Lutz e Revista Fapesp”, afirma ela.

Confira algumas dicas ensinadas pelas especialistas: 


Fique alerta pois o Aedes aegypti não tem horário, pode picar de dia ou à noite;

O cheiro de suor e chulé atraem especificamente as fêmeas;

Prefira roupas claras; elas não repelem mas não atraem o mosquito. Evite as roupas escuras;  

Mantenha os seus tornozelos bem cobertos porque é a área de grande circulação e calor do corpo;

Passar repelente nas roupas ajuda, contanto que o mosquito não consiga alcançar as áreas de pele.


Texto: Angela Rodrigues
Fotos: banco de imagens/Fábio Mendes
Edição e Coordenação: Celiana Perina
Última atualização: 24/02/2016

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