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Exposições brindam o Dia Internacional da Mulher no Martha Watts

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 07/03/2008 10h16, última modificação 26/04/2016 18h45

A guerreira Joana d’Arc, a religiosa Madre Teresa de Calcutá, a dermatologista   piracicabana Márcia Motta de Oliveira e a ambientalista Maria da Glória Mello são, na opinião de mestres da pintura piracicabana  mulheres de ação. E é em nome da admiração que Lílian Françoso, 45, Adalgiza Rímoli, 47, Antonio Natal Gonçalvez, 60, Clemência Pizzigatti, 72, e Nancy Carlini, 84, apresentam seus olhares inéditos sobre a figura feminina em “Mulheres de Ação”, exposição aberta ao público na sala Monet do Centro Cultural Martha Watt (CCMW), às 19h desta sexta-feira, 7, véspera do Dia Internacional da Mulher.  No mesmo dia e horário, na Sala Multimídia, o público também poderá conferir as expressões das memórias, frustrações afetivas e auto-flagelação da piracicabana Débora Peron, 26, na individual “O Feminino Visceral”. As exposições são gratuitas e abrem oficialmente o calendário cultural do espaço.  Na foto: Nancy, Lilian, Adalgiza e Natal

Em “Mulheres de Ação”, uma reunião de estilos e técnicas em 21 obras, 15 inéditas. São olhares particulares acerca da figura feminina. A exemplo dos três trabalhos que compõem o conjunto contemporâneo “Mulheres Haikai”, em acrílico com grafite, de 100x80 centímetros de Antonio Natal Gonçalvez, artista plástico e professor universitário, nascido em Pompéia e residente em Piracicaba desde 1968. “Repenso a mulher sempre e nessa reflexão, quis expressar a força, sensualidade e sedução do corpo feminino”, detalha ele, que produz desde os anos 70 e já participou de mais de cem exposições, entre individuais e coletivas, mas pela primeira vez está no Martha Watts.

Já a liberdade, força e beleza das mulheres celtas inspiraram a piracicabana Lílian Françoso à produção de cinco trabalhos inéditos, como o moderno “Mulher”, em óleo sobre tela, de 150x100 centímetros. “As celtas eram guerreiras, mães, amigas, amantes, várias mulheres em uma. Hoje, é uma luta diária para manter a feminilidade. Muitas se esquecem dessa força feminina”, compara. Um trio de mulheres em aquarela sobre papel, sem título, confeccionado em 2001 com modelos vivos, é a contribuição da também piracicabana Nancy Carlini à mostra. Nele, a artista adepta dos estilos contemporâneo, figurativo e abstrato busca expressar liberdade e reações afetivas. De Nancy, que já recebeu medalhas de ouro e prata em Paris, Portugal, Holanda, além de menções honrosas em salões de arte de Piracicaba e região, também serão expostos “Colégio Piracicabano” e “Garden Party”, ambos de 2001.

Na coletiva os sentimentos e as múltiplas facetas femininas compõem a abordagem de Adalgiza Vaz Rímoli, natural de Iracemapólis, mas há 26 anos em Piracicaba. Em quatro telas inéditas de 150x130 cm, em estilo moderno e técnica mista, em tons quentes como o terra, ela imprime sentimentos comuns às mulheres: sofrimento, aprisionamento e liberdade. Adalgiza já participou de mais de 50 exposições. Igualmente novo é o tríptico em óleo sobre tela da piracicabana Clemência Pizzigatti, intitulado “O Tempo e a Existência – A Mulher em Sete Fases do Devir”, que une filosofia a símbolos da mitologia grega e romana e marca a sua estréia nas salas do Centro Cultural. Uma das três obras é a “A Mulher Plena”, de 60x70 centímetros, que coloca ao centro a figura da deusa Afrodite, vinda do mar e da terra, representando a essência feminina. Conhecida como a artista dos canaviais por produzir mais de 2.000 mil quadros temáticos sobre a cana-de-açúcar, Clemência transita pelos estilos figurativo e expressionista. “Pinto tudo o que sinto, não o que vejo. Trabalho com o emocional”, destaca.

O FEMININO VISCERAL

“Sinto as coisas nas vísceras e esse trabalho representa isso”, fala Débora Peron sobre a sua primeira exposição na sala multimídia do Centro Cultural. Em 15 objetos, como caixas, almofada, malas, porta-jóias e guarda-objetos, ela traduz as dilacerações do ser humano, por meio de suas memórias e sentimentos como frustrações, tristezas e sofrimentos. “A memória sempre vem com um pouco de dor. Pus para fora tudo o que vivi, é um trabalho bem egoísta”, resume. O destaque fica por conta das fotos de sua infância e outros momentos, como uma performance registrada em 2003, na qual ela se auto-mutilou, inseridas nos objetos por meio de uma tampa de acrílico, com desenhos de acrílico e lápis. Débora formou-se em artes plásticas pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, em 2006, e já participou de cinco exposições.

ANOTE – Exposições: “Mulheres de Ação”, com Lílian Françoso, Adalgiza Rímoli, Antonio Natal Gonçalvez, Clemência Pizzigatti e Nancy Carlini, na sala Monet e “O Feminino Visceral”, de Débora Peron, na sala multimídia do Centro Cultural Martha Watts (à rua Boa Morte, 1.257, Centro). Visitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30, de 10 a 28 de março. Entrada gratuita. Informações pelo tel (19) 3124-1889 ou site www.unimep.br/ccmw

Fotos: Thiago Altafini

Última atualização: 07/03/2008

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