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História: interpretar o passado e problematizar o presente

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 19/10/2011 10h56, última modificação 26/04/2016 18h48

Estudar processos históricos, desenvolver projetos de pesquisa e Iniciação científica, participar de atividades complementares como viagens de estudos em locais significativos da história nacional e, ainda, colocar-se no mercado de trabalho de uma forma singular. Esses são alguns dos diferenciais apontados por professores e alunos do curso de história da Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba sobre a graduação.

Somado a eles, o coordenador do curso Raimundo Donato do Prado Ribeiro (na foto ao lado com aluno do curso) cita o oferecimento de uma matriz curricular consistente e coerente com esses propósitos. “Destaco também o corpo docente altamente qualificado, sendo 100% doutores na área de história”, afirma. O coordenador acrescenta que o conteúdo disciplinar inclui viagens para cidades que se configuram como área de interesse das disciplinas (tais como Ouro Preto, Rio de Janeiro, São Paulo e Itú, dentre outras) e atividades extracurriculares como semanas de estudos, conferências, debates e estágios em museus e arquivos de Piracicaba e região.

Ao concluir a graduação, o historiador encontra um campo de trabalho com muitas possibilidades, além da docência, já que a história é disciplina obrigatória no ensino médio e fundamental. “Nossos componentes curriculares permitem trabalhar em museus, arquivos, centros de memória, e, também, atuar como pesquisador, assessor em veículos de comunicação, programas culturais e de entretenimento, lazer e turismo, projetos de urbanização e ecologia. Há ainda empresas que investem em projetos de história e de memória institucionais”, menciona Ribeiro.


CRÍTICA E REFLEXÃO 

No período em que cursava turismo, o universitário Ricardo Santachiara Fossaluza identificou-se com a disciplina estudo históricos. Foi o suficiente para ingressar em seguida no curso de história da Unimep. Atualmente no 4º semestre, Fossaluza menciona que o conteúdo curricular, o modo crítico e reflexivo com o qual são transmitidas as disciplinas e as atividades extracurriculares são os melhores aspectos da graduação. Além disso, para ele, os conhecimentos obtidos abrem um campo amplo de conhecimento e várias possibilidades de atuação, como a docência, na qual trabalha como professor de uma instituição particular.

A escolha de Nara Petean Marino pela graduação também ocorreu após concluir letras-português pela Unimep. Ela ingressou em história por meio das facilidades oferecidas como portadora de diploma de curso superior, a partir de referências dadas por amigos sobre o curso. “Percebo que a Unimep tem grande preocupação com o ensino, na forma de disciplinas de prática de ensino e estágio, que nos permitem conhecer o dia-a-dia da profissão”, afirma ela, que está no 4º semestre.

Frente às distintas oportunidades, Nara ainda não optou por um campo específico. “O que mais me agrada é justamente isso: um campo de trabalho relativamente grande e diversificado”, afirma.
 
NA PRÁTICA
 
Para quem já enfrenta os desafios da profissão professor, os conhecimentos e vivência adquiridos na graduação fizeram a diferença tanto durante o curso como após. É o que afirma Rafael Gonzaga de Macedo (foto ao lado), graduado no ano passado. “Avalio da melhor maneira possível. Os professores são atenciosos com os problemas dos alunos no que diz respeito ao desenvolvimento intelectual e levam os alunos para grupos de discussões. Isso me possibilitou a conquista de uma bolsa de iniciação científica com fomento da Fapesp, algo difícil mesmo em universidades públicas”, conta. Atualmente professor de uma escola particular, Macedo diz que foram essas experiências que fizeram a diferença em seu currículo.
 
Propor a reflexão na carreira docente foi fundamental para que a ex-aluna e atual professora da rede estadual, Thais Gonsales Soares, graduada em 2010, estabelecesse sua base de trabalho. “Foi por meio do curso, que consegui ingressar rapidamente como professora com domínio de conteúdo suficiente para dar conta dos desafios impostos à carreira, principalmente quando não se tem experiência na área, como era meu caso”, conta ela.

Macedo completa que dentre os atuais desafios da profissão está o de mediar o conhecimento histórico dos livros para o cotidiano do estudante. “O professor deve estar sempre atento ao que ocorre a sua volta. Não adianta ficar só na apostila ou nos textos acadêmicos que o curso oferece. É preciso conhecer o mundo, ler de tudo e tentar relacionar as coisas”, aponta. Para os que ainda estão à procura de uma colocação, o profissional dá algumas dicas: “o tempo todo ocorre concursos e vagas de estágio para trabalhos em museus e arquivos. Mas, tudo depende do engajamento pessoal. Ficar em casa assistindo TV não dá!”, avalia.


Texto e entrevistas:
Angela Rodrigues
Fotos: Fábio Mendes
Edição/jornalista responsável: Celiana Perina
Última atualização: 19/10/2011


 

 
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