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Páscoa: minha vontade é a mesma de Deus?

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 23/03/2016 17h29, última modificação 26/04/2016 18h53

Está chegando a Páscoa, época em que nos lembramos do maior sacrifício que Jesus fez pela humanidade: entregou sua vida para ser crucificado em nosso lugar e nos garantir a Salvação. A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais.

No livro de Êxodo, capítulo 12, o Senhor manda Moisés direcionar o povo para celebração da primeira Páscoa. Veja o verso 11: “Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor”. Como podemos observar, a Páscoa de Jesus significa, sobretudo, passagem da morte para vida, da escravidão para a verdadeira liberdade, do desespero para esperança em seu amor e graça.

Páscoa nos remete a morte e ressurreição de Cristo. Mas porque e para quê Ele fez isto? O texto de João 6.38-40 nos apontam pistas interessantes! Vejamos: “porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.

Porque Ele enfrentou a cruz, fica claro para nós: Jesus sempre esteve pronto a fazer a vontade do Pai, não que Ele sofresse de falta de opinião própria, ou não tivesse personalidade, ao contrário, Ele tinha tudo isto. O que Cristo fez foi dispor o coração com alegria para fazer tudo o que o Pai lhe pediu. Hoje causa-me muita preocupação, pois uma grande parte das pessoas tem verdadeira repulsa com algumas palavras tais como: obediência, submissão, servir, entre outras. A maior parte das pessoas acham suas idéias brilhantes, boas de mais para se sujeitarem ao que os outros falam e até mesmo ao que Deus fala. Daí batemos cabeça sem chegar a lugar algum.

O “para quê” Jesus enfrentou aquela rude cruz, também o texto citado acima nos diz claramente: “para que nenhum se perca e ressussite no último dia!” Veja que no que depender de Jesus, o inferno vai ficar vazio, pois Ele quer todos seus filhinhos amados no céu. Porém, não vai ser assim, muitos se perderão por alguns motivos principais. O primeiro é que muitíssimas pessoas viram as costas para o Salvador e o segundo é a dificuldade das pessoas falarem e viverem o amor de Jesus. Sim, falar do amor do mestre é fazer com que a Páscoa não possa ser apenas uma lembrança histórica, ou um momento de movimentação do comércio para o consumo de chocolates, mas anunciar que no lugar da morte existe vida, paz ao invés de guerra, risos no lugar de choros. Enfim, precisamos animar as pessoas para deixar a velha vida e passar para a vida de Deus sustentados pela graça, fé e amor.

Portanto, Páscoa é momento de ajustar a nossa vontade com a vontade do Senhor, e nos consagrarmos à missão do Cristo crucificado, porém ressurreto, e não deixar as pessoas se perderem. Ele nos chama para ajudar aqueles/as que, pelos sofrimentos e lutas da vida, já se cansaram para passar a um novo tempo: das trevas para a maravilhosa luz do Pai de amor e misericórdia!

Reverendo Enoque Rodrigo de Oliveira Leite
Pastoral Escolar e Universitária do Colégio Metodista em Itapeva

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