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Pesquisa analisa práticas de educação musical em tradição popular de Piracicaba

por Angela Rodrigues publicado 06/01/2020 07h00, última modificação 06/01/2020 16h54

Para observar a cultura e educação por meio da música fora da escola tradicional, a professora Andréia Miranda de Morais Nascimento, docente do curso de música da Unimep orienta o aluno da graduação, Gabriel Pires de Lima, na pesquisa de iniciação científica “Educação Musical Não-Formal: Um Estudo das Tradições Musicais Populares Ativas na Cidade de Piracicaba”. O projeto foi realizado de agosto de 2018 a agosto de 2019.

Orientadora e aluno mapearam quatro grupos de destaque na música popular piracicabana que agora pretendem acompanhar em pesquisa de campo. A maioria deles é de matriz africana: o maracatu, o samba de lenço e o batuque de umbigada. Outra manifestação analisada é o cururu, de origem indígena. Lima, bolsista do projeto, destaca que esses grupos estão influenciados pela cultura Europeia, em razão da colonização.

RESULTADOS – A professora Andréia, que há nove anos orienta projetos de iniciação científica, conta que o trabalho colabora para preservar essas práticas. “O objetivo da pesquisa é observar como práticas culturais folclóricas se consolidam em formas de educação musical e como o registro favorece a manutenção das constâncias melódicas e rítmicas peculiares a cada tradição”, afirma.

Já para a cidade de Piracicaba, Lima destaca a importância no contato da população com os resultados desse projeto como forma de promover identidade regional, valorizando o jeito piracicabano de fazer música.

CONQUISTAS – Gabriel Lima conta que por meio da pesquisa, pode verificar na prática os estudos teóricos em sala de aula, fato que contribuiu ao seu objetivo de dar continuidade ao ramo da pesquisa. Das etapas do processo, o aluno destaca o contato com os representantes dos grupos musicais, como Tony Azevedo, do Maracatu, e Mauro Bortoleto, do Cururu. “O que mais gostei foi entrevistá-los, principalmente pela viagem cultural que fiz nesses dois polos, mesmo dentro de Piracicaba”, conta.

 

Texto: Daniela Borges
Foto: Prefeitura de Olinda / banco de imagens Visual Hunt
Última atualização: 10/12/2019