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Com pesquisa, docentes querem ajudar alunos do ensino médio a superar dificuldades na área de exatas

por Angela Rodrigues publicado 26/08/2016 08h00, última modificação 28/09/2016 13h20

Resultados divulgados pelo MEC apontam que menos de 9% dos alunos do ensino médio dominam os conteúdos de matemática. Maria Guiomar Tommasiello, a Magui, da Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo (Feau) da Unimep, destaca que as principais dificuldades dos alunos nas áreas de Ciências da Natureza e Matemática estão, em geral, relacionadas aos registros de representação semiótica, tais como fórmulas, letras, enunciados, gráficos, tabelas e figuras. “Ou seja, eles têm dificuldades com a linguagem”, afirma. Identificar essas dificuldades e criar ações que podem ajudar os estudantes a superá-las é o objetivo do projeto Pesquisa – Intervenção na Prática Pedagógica de Professores de Ciências da Natureza e Matemática do Ensino Médio de Escolas de Ensino Integral. Coordenado por ela, o projeto teve financiamento aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Segundo conta Magui, o objetivo é, a partir de pesquisa cooperativa, investigar os registros semióticos utilizados e priorizados pelos professores de uma escola de ensino integral, os registros presentes nos materiais didáticos e redimensionar as práticas pedagógicas. “Há muitos trabalhos sobre o tema na área de matemática, mas em menor número nas áreas de física e de química”, destaca.

As atividades de pesquisa serão desenvolvidas em uma escola de ensino integral localizada em Piracicaba. Magui afirma que o redimensionamento das práticas pedagógicas será feita a partir das iniciativas já desenvolvidas pelo professor, de modo a envolver outros registros de representação e o trânsito entre estes. “Ou sugerir outras práticas, mas sempre com a concordância dos professores da escola pública. Nada pode ser imposto, tudo tem que ser amplamente discutido e entendido. Pretendemos inclusive realizar oficinas com o intuito de abordar temáticas de interesse aos professores, que são: a aprendizagem significativa, os signos e os modelos de análise, a atividade experimental, a avaliação da aprendizagem”, pontua.

O projeto inclui também a formação de um grupo de trabalho com profissionais da escola pública, professores formadores e em formação para observar e propor aulas sobre determinadas temáticas, filmá-las, transcrevê-las e analisá-las em conjunto.

Participam das atividades dessa pesquisa os também docentes da Unimep: Carolina José Maria, Gláucia Uliana Pinto, Lorival Fante Junior e Josemeri Aparecida Jamielniak; e os alunos bolsistas de iniciação científica: Luany Renata dos Santos, estudante do curso de matemática; Gustavo Canteiro, que cursa química licenciatura; Marcos Fernando Gerage, aluno do curso de química licenciatura que atua no apoio técnico, atividade que também teve bolsa aprovada pela Fapesp, e Eduarda Martins, aluna do curso de matemática, que atuará como voluntária. Além deles, também estão envolvidos os alunos do curso de mestrado em educação: Salomão de Jesus, que pesquisa imagens em livros didáticos de física e Luís Carlos Claro, que pesquisa as atividades experimentais nos livros didáticos. Já da comunidade externa, os educadores participantes são três professores da rede pública e o coordenador de área da escola.


Texto: Angela Rodrigues
Edição: Celiana Perina
Fotos: banco de imagens e acervo pessoal
Última atualização: 26/09/2016