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Pesquisa resgata histórias da escravidão em Piracicaba

por Angela Rodrigues publicado 04/05/2018 05h00, última modificação 04/05/2018 17h22

Buscar vestígios sobre a vida e a cultura dos homens e mulheres escravizados em Piracicaba e região, entre os anos de 1820 a 1850. Esse é o objetivo principal do estudo “(R)existência das Áfricas em Piracicaba – 1820-1850”, desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica da Unimep - Universidade Metodista de Piracicaba.

Orientada pelo professor do curso de história da universidade, Rafael Gonzaga de Macedo e realizada pela aluna Cinthia Simões de Souza, a pesquisa revela características da escravidão na cidade. Mostra, por exemplo, a forma como as mulheres eram duplamente dominadas, de um lado pelo sistema escravocrata e, de outro, pelos próprios maridos.  

Segundo o pesquisador Rafael Gonzaga, o estudo também busca colaborar com a sociedade. “Esperamos compreender não apenas o que já aconteceu e está “morto”, mas lançar luz sobre a nossa sociedade no presente, pois muito do que já acontecia há 200 anos, como a violência contra a mulher, ainda é realidade cotidiana de muitos brasileiros”, afirma.  

A pesquisa está em desenvolvimento desde agosto de 2017 e deve ser concluída até julho. 

FONTES - As fontes utilizadas pela aluna e pelo docente para o desenvolvimento dessa pesquisa são documentos produzidos durante o próprio período estudado. O material está preservado e pode ser consultado no acervo do Poder Judiciário, localizado no Espaço Memória Piracicaba, no Centro Cultural Martha Watts. Além disso, eles também acessaram e analisaram Atas disponíveis no acervo da Câmara de Vereadores de Piracicaba. 

 

 

Texto: Gabriela Melo
Edição: Angela Rodrigues
Fotos: acervo Unimep
Última atualização: 27/04/2018