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PPGE forma pesquisadores para resolver desafios da educação nacional

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 24/11/2015 11h16, última modificação 26/04/2016 18h53

Nesse ano, o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Unimep, criado com o compromisso de formar pesquisadores e docentes para atuar na área da educação no interior de São Paulo, alcançou a marca de 842 dissertações de mestrado e 222 teses de doutorado produzidas. Os projetos foram assinados por alunos vindos de todas as partes do Brasil, ao longo de 43 anos. “Se fizermos hoje um mapeamento sobre a formação dos docentes que atuam no Estado de São Paulo, temos uma quantidade enorme de ex-alunos dos cursos de mestrado e doutorado que atuam como docentes e coordenadores de pós-graduação e como reitores em todo o Estado de São Paulo, principalmente na região”, afirma o professor Cesar Romero Amaral Vieira (foto ao lado), atual coordenador do PPGE.

Para se ter uma ideia desse reconhecimento, o coordenador conta que já possui mais de 25 solicitações de instituições de todo o país, interessadas em participar de parcerias com o PPGE para o desenvolvimento dos programas Minter (Mestrado Interinstitucional) e Dinter (Doutorado Interinstitucional). Os projetos são conduzidos por uma instituição promotora nas dependências de uma instituição de ensino e pesquisa receptora. “Essas solicitações são do Brasil inteiro, de Brasília, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Manaus e de cidades do Norte e Nordeste”, afirma Vieira. Os programas são financiados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Por falar em Capes, o Programa de Pós-Graduação em Educação da Unimep é conceito 5 nesse órgão. Segundo o coordenador, esse conceito coloca a Unimep dentre as 17 instituições no Brasil que possuem programas de pós-graduação com o conceito 5. Além desses diferenciais, Vieira destaca que a proposta do PPGE é a de formar pesquisadores e docentes capazes de mergulhar no campo da educação para a resolução dos problemas dessa área.

EXPERIÊNCIAS 

Um desses pesquisadores é o jovem Thiago Antunes Souza, 24, bolsista integral da Capes e que se dedica exclusivamente ao projeto de pesquisa para o doutorado. Ele iniciou o mestrado em 2013, sob a orientação de Roseli Schnetzler e na qualificação foi indicado pela banca à passagem direta para o doutorado. O projeto dele se insere na formação inicial de professores de química. “Investigo a complexidade da construção de conhecimento químico escolar à luz de dois teóricos: Lev Vigotiski (do campo da psicologia) e Gastón Bachelard (do campo da epistemologia das ciências)”, detalha.

Na prática, ele analisa como os professores e futuros professores pensam as ideias dos alunos, compreendem os erros e obstáculos de aprendizagem e de ensino no processo de construção de conhecimento químico escolar e o que eles propõem para superá-los. Ele conta que no PPGE está em contato diário o fazer e pensar a pesquisa em educação.

“No que se refere ao campo da docência,  temos oportunidade de realizar estágios supervisionados em disciplinas dos cursos de graduação o que tem contribuído em muito para nosso desenvolvimento profissional docente”, afirma.

Márcia Cristina Américo (foto ao lado), pós-doutoranda em educação pela Unimep, que concluiu o mestrado e o doutorado pelo PPGE, aponta a história e tradição de pensar a educação no Brasil, a formação científica aprofundada e crítica dos docentes, pesquisadores docentes e pesquisadores e o conceito da Capes como alguns dos diferenciais do programa. Com o projeto de pós-doutorado em andamento pelo PPGE, ela propõe demonstrar a importância da formação social da consciência de professores para implementar Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Quilombola, a partir do estudo da história da África e sua diáspora no Brasil em uma perspectiva integral. A estudante tem como supervisora a professora Anna Maria Lunardi Padilha, que também atuou como sua orientadora de mestrado e doutorado.

“Pretende-se que a pesquisa oriente propostas de formação de professores das disciplinas da Educação das Relações Étnico-Raciais enquanto possibilidades de pensar a história da África e Afro-Brasileira como conhecimento sistematizado da história da humanidade. A discussão proposta é muito relevante para compor a formação inicial e continuada dos professores e para impulsionar pesquisas que avancem cada vez mais sobre essa temática”, afirma Márcia.

MEMÓRIAS

“O PPGE, além de espaço de excelência de ensino e de produção científica se tornou também ambiente de diálogo, de respeito às diferenças ideológicas, de solidariedade entre os docentes e os discentes”, conta o professor Bruno Pucci, docente do PPGE e que nos anos de 2001 a 2006, atuou como coordenador. Ao longo de sua trajetória à frente do Programa ele destaca dois momentos significativos: o PPGE ter obtido a nota 5 na avaliação da Capes em 2001 e mantido essa avaliação nos triênios posteriores até hoje; e a realização do 1º Simpósio de Dissertações e Teses, que, neste ano, atingiu a 15ª realização.

 

Texto: Angela Rodrigues
Fotos: Fábio Mendes/Acervo Pessoal
Edição e Coordenação: Celiana Perina
Última atualização:  24/11/2015

 

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