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Uma vida de música: aluna estuda na Empem há 40 anos

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 31/07/2013 14h18, última modificação 26/04/2016 18h50
Centenas de fatos e pessoas marcaram a trajetória da Escola de Música de Piracicaba “Maestro Ernst Mahle” (Empem) ao longo dos 60 anos, completados em 2013. Uma das personagens principais, além dos responsáveis pela criação, fundação e manutenção do local, é a aluna Edena Cavagioni Mitidieri, 78, que dedicou 40 anos de sua vida à música. Nesse ano, em que vários eventos em homenagem à Empem foram promovidos, Edena foi uma das pessoas homenageadas pela ligação mantida com a escola, já que é a aluna que estuda há mais tempo no local.

No mês de fevereiro de 1973, ela ingressou na Escola de Música, onde aprendeu canto coral e erudito, flauta e violão clássico. Teve como professores a musicista Maria Apparecida Mahle e o próprio maestro Ernest Mahle, casal fundador da escola. Com um sorriso singelo e as mãos brincando com o colar posto ao pescoço, a musicista conta parte de sua história e as transformações que vivenciou no espaço.

Acompanhe os melhores trechos da entrevista da aluna, que afirma ter tido uma vida inteira compartilhada com a música e a Empem:


Acontece Unimep – Por que escolheu a Empem como sua escola?

Edena Mitidieri – Desde pequena, gosto muito de música. E então, sempre via a dona Cidinha (Maria Apparecida Mahle) cantando em corais e até mesmo na TV. Era tudo muito lindo! Pensava: como queria ser uma dessas pessoas! Certo dia, acordei decidida a ir. Na verdade, não sei o que seria de mim se não tivesse tomado essa decisão. A Empem é meu segundo lar.


Acontece – Quais as principais mudanças que acompanhou na escola nesses 40 anos?

Edena – Já que ingressei na Empem, a dona Cidinha Mahle dava aulas no coral misto, onde comecei. Qualquer pequeno erro era percebido por ela que logo nos fazia corrigir. Também cantávamos composições do próprio Ernest Mahle, músicas muito bem elaboradas. Ele se dedicava bastante ao folclore brasileiro. No início, a escola oferecia cursos apenas para instrumentos de orquestra, como violino, violão cello, entre outros. Hoje, se expandiu para outros estilos musicais.


Acontece – E a arquitetura da escola, também mudou?

Edena – Ah, sim! Aqui era um casarão bem antigo, com assoalho no chão. Só depois que foi construída essa área maravilhosa, que tem até jardim.


Acontece - Por favor, cite um episódio marcante da sua trajetória na Empem.

Edena – É até difícil pensar em um dia específico. Aqui, passei anos muito bons, nossa! Me sinto feliz! Lembro-me de pessoas que entraram na escola ainda mocinhos e hoje cresceram e se expandiram na carreira, como o cantor Janu (músico piracicabano do conjunto Adonai) e também o músico Luiz Carlos Justi (toca oboé no quinteto Villa-Lobos, o mais antigo grupo de câmara do Brasil). Recordo-me também do meu menino caçula (Guilherme Mitidieri) dormindo no colo de meu falecido marido, José Mitidieri. Eles estavam na plateia enquanto participava de um concerto. Foi tudo muito bom!


Acontece – O que é a Empem para a senhora?

Edna – Nossa! Meu Deus do céu! É um sentimento de amor, de realização. Se me quiserem, pretendo cantar aqui sempre. Foi uma vida inteira compartilhada com a música e a Empem.


Entrevista e texto: Larissa Molina
Fotos: Fábio Mendes
Edição de texto: Angela Rodrigues
Última atualização: 31/07/2013
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