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Unimepiana de letras tradução se destaca como empreendedora

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 04/09/2015 08h47, última modificação 26/04/2016 15h52

Fazer da sua casa o seu escritório é o sonho de muitos jovens. Para a ex-aluna de letras – inglês tradução e interpretação, Flávia Pregnolatto, ele se tornou realidade. Entretanto, atuar como empreendedora é algo que exige paciência e esforço do profissional – além de, é claro, a excelência e qualidade do seu trabalho.

“Um tradutor freelancer nunca pode parar de enviar currículos e de estar em contato com os seus clientes. Além disso, é preciso ser muito organizado com as datas, prazos e pagamentos. Não existe dia certo para receber, não temos 13º e tem época  em que temos bastante trabalho e tem época que pode decair e temos que estar preparados para isso. Esses desafios são constantes, mas são motivadores”, disse a unimepiana.

Flávia participava ativamente da vida universitária – foi representante de classe e integrante da comissão de formatura. Além disso, tinha excelente relacionamento com seus professores, com os quais tem uma amizade que se estende até hoje. “Eles foram pessoas importantíssimas para a minha formação e tenho o maior carinho e gratidão por eles”, conta a tradutora.

Conquistando cada vez mais espaço na área de legendagem, com o sonho de iniciar um mestrado e dar aulas para futuros tradutores, Flávia Pregnolatto nos conta sua trajetória em entrevista para a seção Ouro da Casa, dedicada a ex-alunos da Unimep que se destacaram em sua área de atuação.

Por que optou por estudar Letras - Inglês Tradução e Interpretação?

Fiz um ano de cursinho após terminar o ensino médio para decidir melhor o que queria fazer. Sempre fui muito bem em redação, gostava muito de ler e escrever. Além disso, estava apaixonada pela língua inglesa e vivia tentando traduzir letras de música. Depois de realizar um teste vocacional que apontava para a área de letras e tradução, tive mais certeza ainda de que era a área que eu gostaria de seguir. A ideia de proporcionar a comunicação entre diferentes culturas me encantou.

Por que escolheu estudar na Unimep?

Eu sou de Sorocaba - SP e não queria ficar longe da minha cidade. Piracicaba me pareceu uma boa opção e, além disso, a Unimep era uma das únicas universidades em 2010 que oferecia o curso específico para tradução e sempre ouvi falar muito bem da universidade, o que me convenceu de fato a me tornar uma unimepiana.

Fale sobre um momento marcante da sua trajetória universitária.

Um momento marcante para mim foi a apresentação da minha análise literária da obra A Megera Domada, de William Shakespeare, na Mostra Acadêmica. Tive um retorno muito legal dos professores e colegas de classe. Fazer parte da organização da 1ª semana de letras e tradução foi uma experiência muito bacana e gratificante.

Como é o mercado de trabalho de alguém formado em letras - inglês tradução e interpretação?

É um mercado que permite muitas possibilidades, pois é uma área bem abrangente. É possível trabalhar em agências de tradução, em empresas ou até mesmo como freelancer. Mas, admito que não é fácil. No começo de carreira, nenhuma profissão é fácil. Você precisa fazer o seu nome como tradutor, precisa conquistar clientes, caso seja freelancer. Isso tudo leva tempo e prática. Quanto mais experiência você tiver em uma área, mais fácil fica de você entrar. Se a sua opção for a tradução literária, por exemplo, é legal fazer cursos de curta duração que possam ajudar, assistir palestras, fazer traduções para treino. Participar de grupos de tradutores no Facebook ajuda muito também. Tem muita gente experiente dando dicas e até mesmo oferecendo trabalhos. Portanto, o importante é estar sempre em busca de evolução, prática e manter-se antenado.

Como é a área de legendagem?

A maior parte dos trabalhos que faço atualmente são de legendagem. É uma área que nunca para, portanto tem muita demanda. É possível trabalhar com legenda de vídeos corporativos, de vídeos educacionais, de entretenimento, etc. Eu trabalho com a área de entretenimento. Legendo programas de televisão, competições esportivas e filmes para TV a cabo. Porém, para conseguir trabalhos nessa área é preciso dominar os softwares e ter um bom conhecimento das técnicas necessárias para legendar. A exigência da qualidade das legendas para TV a cabo principalmente é muito alta. Mas, é uma área muito interessante porque você sempre está aprendendo algo novo.

Quais são os seus conselhos para os estudantes e futuros profissionais da área de tradução?

Aproveitem a vida acadêmica da melhor forma possível. Tenha um bom relacionamento com os colegas e com os professores e não deixem de participar dos eventos que sempre têm na Unimep. Colóquios, Semanas de Letras, Mostras Acadêmicas... Tudo isso irá dar um "upgrade" na sua graduação. Ao se formar, não pense que acabou. Continue se aprimorando, faça cursos, participe de palestras. Temos sempre que estar evoluindo. E o principal: escolha a área que você gosta de trabalhar, aquela área dentro da tradução que  dá prazer e se especialize nela ao máximo que puder. Isso fará toda a diferença.

 

Texto: Nathália Salvador
Fotos: Fábio Mendes/acervo pessoal
Coordenação/edição de texto: Celiana Perina
Última atualização: 04/09/2015

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