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Unimepiano de direito lança obra sobre saga familiar ocorrida em Piracicaba nos anos 1930

por Angela Rodrigues publicado 09/10/2020 11h00, última modificação 09/10/2020 16h44

O unimepiano Giuliano Pereira D´Abronzo, 43, graduou-se em direito pela Unimep em 1999,  e atualmente trabalha como servidor público federal. No entanto, além da paixão pelo direito, ele encontrou na produção literária a oportunidade de mostrar os talentos também como escritor.

Nesse ano, ele produziu e lançou a sua 3ª obra literária, intitulada “Rio de Lágrimas”. A publicação é um lançamento da Editora 24 Horas.

A obra é um romance com personagens fictícios, e apresenta a trajetória de Luigi Casandrino e sua família. A saga, ocorrida em Piracicaba, retrata o período histórico da década de 1930.

A obra está disponível nas versões impressa e digital e pode ser adquirida por meio do link: https://amzn.to/33Omnzj  

Sobre a produção, ele concedeu entrevista especial à equipe do Acontece Unimep. Confira:

Acontece Unimep – Como nasceu a ideia de escrever esse livro?
Giuliano Pereira D´Abronzo – Primeiramente, comecei escrevendo textos de cunho mais filosófico que foram publicados em jornais de Piracicaba. Uma vez tive um sonho, acordei e anotei esse sonho. Era uma aventura e percebi que o sonho era como um filme. Então comecei a escrever essa história. Mas para escrever, tinha que pesquisar os locais por onde os personagens do sonho passavam. Mas, na minha cabeça a história já estava pronta. Enquanto eu escrevia, eu revia o sonho. Esse primeiro livro chama-se "O tesouro de Akhenaton", publicado pela Editora Isis.

O livro "Rio de Lágrimas" teve o mesmo processo, foi um sonho e então resolvi escrever essa história também. Ambos têm pontos geográficos reais, o primeiro fora do Brasil, o segundo majoritariamente em Piracicaba. Além disso, os fatos históricos de ambos são reais. Já tenho outro livro ponto, com o mesmo princípio, além de outros sonhos anotados que virarão histórias também.


Acontece Unimep – O livro “Rio de Lágrimas” é a sua 1ª produção literária? 

Giuliano D´Abronzo – O primeiro livro publicado chama-se "O tesouro de Akhenaton", publicado pela Editora Isis. Além de "Rio de Lágrimas" há outro livro, publicado no site Clube dos Autores, que se chama "Passaporte para a Liberdade". É uma história baseada na ação do embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas, que dava vistos e passaportes para que refugiados fugitivos do regime nazista pudessem vir ao Brasil. É uma ficção, mas que mostra a coragem desse brasileiro. Quero destacar que não é uma biografia. Apenas retrata um período que esse brasileiro atuou.


Acontece – Qual foi o período de produção da obra?
Giuliano D´Abronzo – Por escrever sozinho, tenho que, além de elaborar o texto fazer pesquisas. Isso demanda tempo, não só para descrever o ponto geográfico, mas entender o contexto histórico. Além disso, quando os personagens entram em alguma temática, é necessário pesquisar para descrever com maior fidelidade aquele ponto. Por isso, levou cerca de um ano todo o processo.


Acontece – Por que escolheu esse título para a obra?
Giuliano D´Abronzo – “Rio de lágrimas” refere-se à música que retrata o rio Piracicaba. Além disso, é uma analogia para dizer sobre as lágrimas que os personagens vivem, seja de alegria, tristeza, esperança, desesperança. Então há duas conotações. O rio Piracicaba dá o nome à obra, e há essas duas relações.


Acontece – A trajetória do personagem “Luigi Casandrino” é inspirada em alguém conhecido?
Giuliano D´Abronzo – Na verdade, não há uma pessoa específica que Luigi retrata. Há passagens de Luigi baseadas em relatos de pessoas que viveram na época, bem como retrata um pouco da minha personalidade, questionadora, que quer saber a razão das coisas. Assim é Luigi na sua infância e juventude. Ele quer saber a razão. Ele quer saber o porquê, buscar o motivo que levou àquele fato. Por isso ele questiona tudo. Assim Luigi tenta retratar as pessoas que não se apegam apenas ao superficial, mas que querem saber mais, buscam saber mais.
Também, quero destacar que Casandrino é o vilarejo da Itália de onde vem a família D'Abronzo, fica nas imediações de Nápoles.


Acontece – Há um público alvo específico?

Giuliano D´Abronzo – Na verdade, não há um público específico para o livro. É um livro leve, possível de ser lido por qualquer idade. Conta a história de uma família, fatos do dia a dia, além de retratar momentos históricos daquele período. É bom para entender o contexto histórico com uma história. Então, podemos dizer que é voltado para quem se interessa por história.


Acontece – Ao longo do livro, você menciona fatos históricos importantes para o Brasil. Por que escolheu nos anos 1930, especificamente?

Giuliano D´Abronzo – O livro inicia-se com um sonho, e esse sonho refere-se a esse período. No entanto, gostaria de destacar que gosto do período que vai da 1ª Guerra Mundial, a queda da bolsa de Nova York, anos 30, que culminam na 2ª Guerra Mundial. Foi uma época que moldou nosso mundo atual, para o bem e para o mal. E quando observamos a atuação das pessoas, percebemos como surgiram homens que foram verdadeiros heróis. Aliás, uma dessas histórias está retratada no livro "Passaporte para a Liberdade", de minha autoria, que retrata a atuação de um embaixador brasileiro que desafiou não só o regime nazismo, mas também o governo Vargas.


Acontece – Quais foram as inspirações para compor a trajetória do personagem principal?
Giuliano D´Abronzo – Parte da história é baseada em fatos comuns, em acontecimentos corriqueiros, contados por minha avó, o irmão dela e outras histórias.


Acontece – Houve alguma dificuldade para a produção da obra? 
Giuliano D´Abronzo – A grande dificuldade não é a pesquisa, nem a escrita, nem mesmo organizar as ideias. Escrever é relativamente fácil. A grande dificuldade é encontrar uma editora que aposte na ideia. Não sou o único que falo isso. Há muitos escritores bons no Brasil, mas não há espaço para nós. Podemos criar inúmeras histórias, escrever histórias belíssimas. Mas não há espaço, não há oportunidade. Não há incentivo para criação de boa qualidade. O Brasil não incentiva a leitura, e quando faz, incentiva leitura questionável. É preciso incentivar a leitura. A leitura é ótima recreação, estimula a imaginação, ensina, traz ideias. É preciso incentivar a leitura de escritores clássicos como Machado de Assis, para citar um brasileiro, ou outros escritores como Victor Hugo.

 

 

Entrevista e texto: Assessoria de Comunicação Unimep
Fotos: Ana Paula Hirama (Flickr/Wikipedia)
Última atualização:
22/09/2020