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Unimepianos passam em concurso do Ministério Público

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 22/08/2013 10h51, última modificação 26/04/2016 18h50

Um dos exames mais difíceis do Brasil, o concurso de ingresso na carreira do Ministério Público do Estado de São Paulo, aprovou cinco alunos graduados pela Unimep nos últimos três anos. Dentre eles estão Adriano Mellega, 27, e Alexandre Daruge (foto), 32, que ocupam, respectivamente, as vagas de Promotor de Justiça Substituto e Promotor de Justiça Substituto Vitalício.   

Adriano Mellega se graduou na Unimep em 2009 e prestou o 89º Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público, em 2012. Já Alexandre Daruge se formou em 2003 e foi aprovado no exame 87º, realizado em 2010. Conforme divulgado pelo site do Ministério Público de São Paulo, também foram aprovados os alunos de direito da universidade: Luciana Ross Gobbi, Rafael Augusto Pressuto e Samuel Camacho Castanheira. 

Preparo – Por se tratar de uma prova de alto nível foi necessária muita preparação dos candidatos que tiveram de conciliar os horários de estudo com os de trabalho, como detalha Mellega, que conta ter tido maior dificuldade no exame oral. “Cada fase exige uma forma de preparo diferente. Quem almeja a aprovação em um concurso desse porte precisa estudar o texto da lei, em conjunto com boa doutrina e com os posicionamentos jurisprudenciais, além de conhecer o perfil da própria instituição que procura ingressar”, afirma ele.

Já Daruge, após o término da faculdade de direito na Unimep, fez dois anos de cursinho preparatório. Quando voltou para Piracicaba, após residir dois anos em São Paulo, passou a estudar por conta própria, conciliando os estudos com a prática da advocacia. “As coisas foram acontecendo aos poucos, sabia que era algo de médio prazo e de um esforço considerável”, aponta o advogado. 

Concurso - A prova do Ministério Público de São Paulo é composta por três fases: a preambular com questões de múltipla escolha; a prova escrita, com uma peça prática, dissertação e questões escritas, e a fase final, com o exame oral. No ano em que Daruge prestou o concurso, em 2010, o exame também teve o adicional de uma fase intermediária, com 50 questões dissertativas, como conta: “Começou com quase 10 mil inscritos e foram aprovados 73, menos de 1%”. Para prestar o exame, também é necessário que o candidato tenha três anos na carreira jurídica após o término do bacharelado.

Ao ingressar na carreira, o candidato assume a função de Promotor de Justiça Substituto e escolhe uma sede (cidade) de acordo com sua classificação no concurso. “O promotor substituto recebe designações mensais, ou seja, a cada mês, posso ir para uma cidade diferente. As funções são as mais diversas, com atuação na área criminal, civil, difusos e coletivos, infância, atendimento ao público, participação em audiências dessas áreas e no Tribunal do Júri”, conta Mellega. Já Alexandre Daruge atua como Promotor de Justiça Substituto Vitalício, pelo fato de concluir os dois anos de estágio probatório. Para ambos se tornarem promotores titulares, é necessário que ocorra um concurso de promoção interno, na qual poderão ser titulares numa cidade e nela permanecer até ocorrer uma nova promoção. Ambos pretendem ser titulares numa sede e seguir na área acadêmica. “Acho muito bonito ajudar, explicar, facilitar algo para as pessoas”, acrescenta Daruge.


Texto: Jéssica Rodrigues
Fotos: Banco de imagens e Fábio Mendes
Edição de texto: Angela Rodrigues
Última atualização: 22/08/2013

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