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Uso de anticoncepcionais é objeto de pesquisa de doutorado

por Universidade Metodista de Piracicaba — publicado 30/06/2008 11h56, última modificação 26/04/2016 18h45

Mulheres sadias que usam anticoncepcionais têm a probabilidade de desenvolver genes que podem ocasionar doenças cardíacas a curto ou a longo prazo? Esse é um dos questionamentos a ser respondido na pesquisa orientada pela professora dos cursos de fisioterapia e de mestrado em fisioterapia da Unimep, Ester da Silva, e desenvolvida por Ana Cristina Silva Rebelo, 23, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa, inédita no Brasil, é fruto da tese de doutorado Influência do Uso de Contraceptivos Orais sobre as Variáveis Cardiovasculares, Ventilatórias e Metabólicas de Mulheres Saudáveis, de cunho interinstitucional, já que é uma parceria entre a Unimep, a Ufscar e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). 

Para compor a pesquisa, as voluntárias – mulheres com idade entre 20 e 40 anos – fazem exames gratuitos no laboratório de fisioterapia cardiovascular da Unimep (bloco 2 do campus Taquaral), em parceria com o laboratório de performance humana (bloco 11 do campus Taquaral). As participantes fazem teste cardiorrespiratório, eletrocardiograma completo, exame de sangue e verificação da propensão à doença cardíaca pelo DNA. “Alguns dos objetivos são verificar os riscos de contraceptivo oral no coração, nos níveis de colesterol, triglicérides e o condicionamento físico das mulheres. Os exames avaliam os efeitos no coração, pulmão e na atividade metabólica, além das alterações no organismo no decorrer da idade, das usuárias e não usuárias”, conta a doutoranda. 

A orientadora Ester, que classifica o projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), diz que em Piracicaba a área de fisioterapia cardiovascular é um campo a ser explorado, já que as áreas trabalhadas hoje são traumato-ortopedia, geriatria, entre outras. “Pesquisas cardiovasculares existem aos montes, no entanto, uma que verifique no coração a origem ou a possibilidade de futuras doenças é pioneira”, diz.

ADESÃO – Até o momento o estudo já teve a adesão de 160 mulheres, mas o objetivo é examinar 340. A triagem das pacientes vai até maio de 2009. Podem participar mulheres entre 20 e 40 anos, da raça branca, com ciclo menstrual regular, ausência de sobrepeso, não-fumantes e sem doença cardíaca previamente diagnosticada. Não é necessário ser usuária de anticoncepcional, pois a análise da influência dos contraceptivos é somente um dos objetivos específicos do estudo. O projeto de doutorado de Ana teve início em março de 2008. Janaína Bassetti, 33, assistente do setor de avaliação institucional da Unimep, foi uma das participantes. “A maioria dos que procuram esses testes já apresenta algum sintoma ou problema. Aqui, não. São exames completos voltados a mulheres saudáveis para saber se há propensão a doenças”, avalia. 

Outras informações podem ser obtidas pelo tel. (19) 3124-1515, ramal 1250, ou pessoalmente no laboratório de fisioterapia cardiovascular, no bloco 2 do campus Taquaral da Unimep, das 9h às 17h.

Última atualização: 02/07/2008

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